Federação UB-PP pode destravar montagem de chapas em Goiás
Aliança entre os partidos deve ser homologada pelo TSE nesta quinta-feira (26); legendas estão com dificuldade na montagem das nominatas
A federação entre União Brasil e Progressistas (PP), intitulada “União Progressista”, deve ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana. O requerimento de registro da aliança está previsto para ser analisado na sessão plenária da Corte na próxima quinta-feira (26).
Mesmo anunciada em agosto do ano passado, a aliança entre os partidos ainda não recebeu o aval formal do TSE e já passou por altos e baixos. Recentemente, o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE) pediu que Rueda levasse para a executiva nacional do partido discutir o cancelamento da junção com o PP.
Agora, com a iminente homologação do Tribunal eleitoral para a federação entre os partidos presididos por Antônio Rueda e pelo senador Ciro Nogueira (PI), a expectativa nos bastidores é de que a formalização destrave as negociações políticas nos estados, especialmente em Goiás, onde há dificuldades na montagem das chapas proporcionais.
Em solo goiano, tanto o União Brasil quanto o PP enfrentam entraves para fechar suas nominatas de candidatos a deputado federal e estadual. O cenário não é isolado e se repete em outras siglas que compõem a base aliada do governador Ronaldo Caiado (PSD), que centraliza, ao lado do vice-governador Daniel Vilela (MDB), as articulações para viabilizar candidaturas competitivas em 2026.
A dificuldade na formação das chapas está ligada à necessidade de cumprir demandas da eleição proporcional, que exige um número robusto de candidatos com densidade eleitoral para garantir as cadeiras tanto no Legislativo estadual quanto no federal. Nos bastidores, a escassez de nomes com viabilidade eleitoral para todos os partidos da base (são mais de 10 partidos que irão apoiar a reeleição de Daniel) e disputas internas por protagonismo .
A federação também irá reorganizar o tabuleiro das montagens das chapas dos dois partidos. Pela regra, União Brasil e PP passarão a atuar como uma única legenda pelos próximos quatro anos, compartilhando tempo de televisão, fundo partidário e decisões eleitorais. As nominatas dos partidos também serão unificadas.
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A saída de Caiado do União Brasil para o PSD, em razão da viabilidade do seu projeto presidencial no partido de Gilberto Kassab, acarretou na ida de quadros do antigo partido para o novo. Exemplo disso é a debandada recente do alto escalão do secretariado estadual, que levou o presidente da Goinfra, Pedro Sales; a secretária de Educação, Fátima Gavioli; e o secretário-geral do Governo, Adriano da Rocha Lima para o PSD.
Sales e Gavioli estavam na lista de pré-candidatos do União Brasil para a Câmara dos Deputados. A ida dos secretários para o quadro pessedista desfalcou a nominata do ex-partido do governador. Entre os pré-candidatos conhecidos da federação, sobraram o presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Delegado Waldir, e o deputado federal Adriano Avelar (PP), pré-candidato à reeleição.
Vale ressaltar que, como já mostrado pela reportagem do O HOJE, o acordo entre o governador goiano e Rueda para que a primeira-dama e pré-candidata ao Senado, Gracinha Caiado, assuma o comando da sigla em Goiás envolve a composição de uma nominata forte e a eleição de cinco deputados federais do partido no Estado.