Trump afirma que Teerã está “implorando” por um acordo
Declaração ocorre enquanto EUA mantêm ataques e negociações seguem com sinais contraditórios
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a emitir sinais contraditórios sobre a possibilidade de um acordo com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Em declaração na quinta-feira (26), ele afirmou não ter certeza se ainda deseja firmar um entendimento, apesar de reconhecer que há negociações em curso.
Durante reunião de gabinete, o republicano destacou a continuidade das conversas, mas afastou qualquer senso de urgência e reforçou o avanço das ações militares. “Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas. (…) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos”, disse.
Trump afirma não ter certeza se ainda está “disposto a um acordo”
A fala se soma a outra declaração, em que Trump afirmou que “o Irã está implorando para fazer um acordo”, antes de relativizar sua própria disposição: “eu nem tenho certeza de que ainda estou disposto a fazer um acordo”. Ao mesmo tempo, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, adotou tom distinto ao afirmar que “nós rezamos por um acordo”.
Enquanto isso, o governo iraniano indicou movimentação diplomática após rejeitar o plano apresentado por Washington na quarta-feira (25). Segundo Teerã, uma resposta oficial foi enviada por meio de um mediador, após a mídia estatal divulgar a recusa à proposta e a apresentação de uma contraproposta.
Autoridades iranianas classificaram o plano norte-americano como “excessivo e desconectado da realidade” e afirmaram que o fim da guerra dependerá do próprio país. “O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, informou o governo, de acordo com a Press TV.
Entre as exigências estão a interrupção total dos ataques, garantias contra a retomada do conflito, reparações e o fim das hostilidades em toda a região, além do reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz. A proposta do governo Trump, por sua vez, reúne 15 pontos e inclui restrições aos programas nuclear e de mísseis do Irã.