sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

Dólar recua a R$ 4,99 e Ibovespa supera 198 mil pontos pela primeira vez

Otavio Augustopor em
Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos
Foto: Divulgação

O dólar encerrou esta segunda-feira (13) em queda frente ao real. A moeda norte-americana recuou 0,29% e fechou cotada a R$ 4,99. Trata-se do menor nível desde março de 2024. Sendo assim, o movimento marca a primeira vez em mais de dois anos em que o câmbio encerra abaixo do patamar de R$ 5.

Ao longo do dia, a moeda apresentou volatilidade. A princípio, abriu em alta. No entanto, com o avanço do pregão, inverteu o sinal e passou a recuar. Por fim, consolidou a queda impulsionada por fatores externos e fluxo de capital para o Brasil.

Enquanto isso, o Ibovespa também registrou desempenho positivo. O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,34% e fechou acima dos 198 mil pontos pela primeira vez. Além disso, durante o pregão, renovou a máxima histórica intradiária ao atingir 198.173 pontos.

Dólar
Foto: Divulgação

Cenário externo influencia mercados

A movimentação do mercado foi impactada, sobretudo, por desdobramentos no cenário internacional. A princípio, investidores adotaram postura cautelosa diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, ao longo do dia, declarações indicando possível retomada do diálogo contribuíram para reduzir a tensão.

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Além disso, medidas relacionadas ao bloqueio no Estreito de Ormuz também influenciaram o humor do mercado. A restrição afetou rotas estratégicas do comércio global. Ainda assim, sinais de negociação amenizaram parte das preocupações.

Dessa forma, houve uma reacomodação dos ativos globais. Como resultado, o dólar perdeu força frente a diversas moedas, incluindo o real.

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Foto: Divulgação

Fluxo de capital e fatores domésticos

No Brasil, o desempenho do câmbio também foi influenciado pelo fluxo de recursos estrangeiros. Ou seja, a entrada de capital no país ampliou a oferta de dólares no mercado. Consequentemente, a moeda americana registrou desvalorização.

Além disso, investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O relatório apontou nova alta nas projeções de inflação para 2026, acima do teto da meta. Para 2025, a estimativa do IPCA subiu para 4,71%.

Ao mesmo tempo, declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos internacionais, também repercutiram entre os agentes financeiros.

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Foto: Divulgação

Tendência recente do dólar

A queda do dólar não ocorreu de forma isolada. Nos últimos dias, a moeda já vinha acumulando perdas frente ao real. Em abril, a baixa já supera 3%. No acumulado do ano, a desvalorização chega a cerca de 8,7%.

Esse movimento, por sua vez, reflete uma combinação de fatores. Entre eles, destacam-se o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o desempenho das commodities e a busca de investidores por mercados emergentes.

Por fim, o cenário externo segue como principal vetor de oscilação. Ou seja, decisões de política internacional e negociações geopolíticas continuam influenciando diretamente o comportamento do câmbio e da bolsa.

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