terça-feira, 14 de abril de 2026
justiça

Fachin leva ao plenário do Supremo Tribunal Federal julgamento sobre proibição da “cura gay”

Análise de resolução do Conselho Federal de Psicologia será reiniciada em sessão presencial; norma veta uso de fundamentos religiosos em atendimentos

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 14 de abril de 2026
fachin
Fachin leva ao plenário do Supremo Tribunal Federal julgamento sobre proibição da “cura gay”. Foto: Reprodução/ Fellipe Sampaio/ STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu levar ao plenário físico da Corte o julgamento sobre a validade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe a associação entre práticas psicológicas e fundamentos religiosos. Na prática, a norma impede terapias de conversão sexual, conhecidas como “cura gay”.

Com a decisão, o julgamento que ocorria no plenário virtual foi interrompido e será reiniciado do zero, com debates presenciais entre os ministros. Ainda não há data definida para a retomada da análise.

Fachin leva ao plenário do STF julgamento

Editada em 2023, a resolução do CFP reforça o caráter laico da psicologia e proíbe, entre outros pontos, a indução de crenças religiosas durante atendimentos, o uso da fé como estratégia profissional e a vinculação de técnicas psicológicas a doutrinas religiosas.

fachin
Fachin leva ao plenário do Supremo Tribunal Federal julgamento sobre proibição da “cura gay”. Foto: Reprodução/ Fellipe Sampaio/ STF

O tema chegou ao STF por meio de duas ações diretas de inconstitucionalidade. Em uma delas, o Partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) questionam a norma, alegando que ela viola a liberdade religiosa e de expressão dos profissionais. Já o PDT defende a constitucionalidade da resolução, argumentando que a regra não impede a manifestação de fé, mas estabelece limites para evitar interferências religiosas no atendimento clínico.

Antes da suspensão do julgamento virtual, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, havia votado pela manutenção da resolução do CFP. Para ele, as restrições não ferem a liberdade religiosa, mas garantem a laicidade do Estado e protegem os pacientes de práticas sem respaldo científico. Moraes também entendeu que não caberia ao STF avançar na análise da ação apresentada pelo PDT.

Leia também: Esquerda vive bom momento, mas já discute sucessão de Lula, diz Jandira Feghali em entrevista exclusiva ao O Hoje

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Veja também