Licença-paternidade pode dobrar em Goiânia e chegar a 40 dias para servidores
Projeto aprovado na Câmara amplia benefício e agora aguarda sanção do prefeito para começar a valer
Servidores da Prefeitura de Goiânia podem passar a contar com um período maior de licença-paternidade nos próximos meses. Um projeto aprovado pela Câmara Municipal prevê a ampliação do benefício de 20 para 40 dias, dobrando o tempo de afastamento concedido aos pais.
A proposta ainda precisa ser analisada pelo Executivo municipal, responsável por sancionar ou vetar o texto. Caso entre em vigor, a nova regra valerá para servidores da administração direta e indireta.
Na prática, o projeto altera o atual modelo de concessão da licença, mantendo o afastamento como tempo de efetivo exercício — ou seja, sem prejuízo salarial ou perda de direitos funcionais. O benefício também se aplica em casos de adoção, seguindo a mesma lógica já adotada para o nascimento de filhos.
A ampliação acompanha um movimento observado em diferentes esferas do poder público e da iniciativa privada, que têm ampliado o tempo de licença para pais como forma de incentivar a participação nos cuidados iniciais com a criança.
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Mudança no cenário da licença-paternidade
Hoje, a legislação municipal garante 20 dias de licença-paternidade. Se o novo texto for sancionado, Goiânia passará a integrar um grupo ainda restrito de cidades que oferecem períodos mais longos de afastamento para servidores.
A discussão sobre o tema tem ganhado espaço nos últimos anos, principalmente por envolver questões como equilíbrio entre vida profissional e familiar, além do impacto direto no desenvolvimento infantil.
Estudos apontam que a presença paterna nos primeiros dias de vida contribui para o fortalecimento dos vínculos afetivos e para a divisão mais equilibrada das responsabilidades dentro de casa.