quinta-feira, 16 de abril de 2026
três sinais

Sobrancelha micropigmentada que envelheceu mal tem solução; saiba quando agir

Pigmento que oxida, traço que deixa de combinar e resultado artificial são sinais de que chegou a hora de corrigir; especialista explica como o processo funciona

Luana Avelarpor Luana Avelar em 15 de abril de 2026
sobrancelha
Foto: freepik

Micropigmentação é um procedimento que carrega tempo. Feita para durar, ela também envelhece junto com o rosto e nem sempre mantém a harmonia que tinha no início. O pigmento pode oxidar, o traço pode deixar de combinar com o estilo pessoal ou simplesmente o que parecia certo anos atrás já não reflete quem se é hoje. Some-se a isso uma mudança de mercado: sobrancelhas muito marcadas saíram de cena e o resultado que prevalece agora é mais leve, natural e com aparência de fios preenchidos.

Tálona Nayla de Marco, coordenadora responsável técnica especializada em correção de pigmentação em sobrancelhas, explica que o processo de remoção envolve fatores técnicos e biológicos. “A tecnologia atua fragmentando o pigmento em partículas microscópicas, que são eliminadas gradualmente pelo organismo. Por isso, o resultado acontece aos poucos e varia de acordo com características como tipo de pele, profundidade e composição da tinta”, explica.

Três sinais de que chegou a hora de corrigir a sobrancelha

O primeiro é a desidentificação com o formato. Mudanças no gosto pessoal, na estrutura do rosto ou nas referências estéticas podem tornar o desenho obsoleto. “A presença de insatisfação recorrente com o resultado indica uma desconexão com o desenho. Nesses casos, é fundamental avaliar aspectos como profundidade do pigmento, distribuição e densidade do material implantado, pois esses fatores determinam a viabilidade de clareamento e a construção de um novo desenho mais harmônico”, orienta a especialista.

O segundo sinal está na cor. Pigmentos mais antigos tendem a reagir de formas imprevisíveis com o passar do tempo. “Os pigmentos podem oxidar com o tempo e assumir tons indesejados, como acinzentados, azulados e avermelhados. Essa alteração está relacionada à composição da tinta, à profundidade de implantação e à interação com a pele ao longo do tempo”, afirma.

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O terceiro é a persistência de um resultado artificial mesmo depois de anos. “Quando o desenho apresenta alta saturação de pigmento, com tonalidade mais escura do que o esperado e contorno muito definido, isso pode gerar um aspecto pesado e pouco natural no rosto. Esse cenário costuma indicar que a técnica ou o pigmento utilizado não foi feito de forma harmoniosa”, explica Tálona.

Como funciona o tratamento e o que observar

A correção usa o princípio da fototermólise seletiva, que atua diretamente no pigmento sem comprometer significativamente a pele ao redor. A calibração precisa do equipamento é essencial. “Para isso, é fundamental ajustar parâmetros como comprimento de onda e intensidade conforme cada paciente. Equipamentos inadequados ou mal regulados aumentam o risco de manchas e lesões”, alerta a especialista.

O intervalo entre as sessões também faz parte do protocolo e não deve ser ignorado. “Varia entre 30 e 60 dias, e é essencial para a recuperação da pele e para que o organismo elimine progressivamente o pigmento. Respeitar esse tempo é fundamental para a eficácia e segurança do tratamento”, conclui Tálona.

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