Lula e Flávio tentam aproximação com eleitorado feminino
Pré-candidatos investem em pautas de gênero para conquistar as eleitores, que são 52,8% do total
Uma preocupação em comum que incomoda as campanhas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) neste ano. Ambos tentam se aproximar do eleitorado feminino, considerado crucial para a vitória de qualquer um dos dois.
O problema é que tanto o petista quanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são rejeitados pelas mulheres quase que igualmente. Por isso, as duas campanhas adotaram como principal estratégia atrair o voto desse grupo.

As eleições de 2026 caminham para ter um recorde de eleitoras. Dados de março do Tribunal Superior Eleitoral mostram que as votantes habilitadas do sexo feminino são 52,8% do total.
Acesse também: Daniel quer usar a tecnologia como estratégia para fazer a diferença nas urnas
Há hoje 82,8 milhões de mulheres e 73,9 milhões de homens aptos a votar. Esse contingente passou a ser tratado por Lula e por Flávio como decisivo para a disputa. O desempenho de Lula entre as eleitoras piorou desde 2022.
O PoderData, em levantamento de 21 a 23 de março, aponta que a desaprovação do governo entre as mulheres está em 58%. Superou a desaprovação entre os homens, que é de 55%.
Flávio Bolsonaro enfrenta um desafio maior, que é o peso do sobrenome junto às eleitoras. Uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em fevereiro mostrou que 54% das mulheres têm medo ou preocupação com a eleição do senador, contra 38,4% que sentiram o mesmo em relação a Lula. (Especial para O HOJE)