sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Câmara de Goiânia

Base de Mabel reage após sessão não aberta na CCJ por falta de quórum

Vereadores aliados ao Paço acusam manobra na comissão após ausência de link para participação remota

Thiago Borgespor em
Willian Veloso encerra reunião da CCJ por falta de quórum
Acusação dos vereadores da base é de que a chefia da comissão não disponibilizou o link para participação remota | Foto: Reprodução/TV Câmara

O impasse entre a base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (6). A sessão da CCJ não foi aberta pela falta de quórum e irritou os vereadores aliados ao Paço Municipal. 

A sessão foi presidida pelo vice-presidente do colegiado, o vereador Willian Veloso (PL), em razão da viagem do presidente da CCJ, Luan Alves (MDB), à Europa. Veloso declarou a não abertura da reunião por falta de quórum às 8h13 e causou revolta imediata dos parlamentares da base presentes na sala de comissão da Casa. O líder do prefeito, Wellington Bessa (Mobiliza), e a vereadora Daniela da Gilka (PRTB) questionaram a decisão do vereador.

A acusação dos vereadores da base é de que a chefia da comissão não disponibilizou o link para participação remota dos parlamentares que não estavam presentes, o que impediu a realização da reunião do colegiado. Em direção a Veloso, Daniela da Gilka afirmou que o vereador utilizou de “artimanha” para impedir a realização da CCJ. “Desde a última quarta-feira eu tento entrar na CCJ e não consigo. Quero que isso seja registrado em ata. Se liberou a videoconferência, que deixe os colegas entrar”. 

O novo imbróglio da base na CCJ acontece em meio ao descontentamento de Mabel com a tramitação das matérias do Paço no colegiado. Como mostrado pelo O HOJE na última semana, Bessa já havia sinalizado que utilizaria o instrumento de inclusão e inversão para incluir os projetos prioritários da Prefeitura de Goiânia nas reuniões seguintes da CCJ. A sessão desta quarta tinha 17 projetos de lei na pauta para serem analisados. Nenhum do Executivo municipal. 

Desde o primeiro atrito entre a base de Mabel e Luan, no último dia 15 de abril, das três reuniões previstas da CCJ, apenas uma ocorreu, na semana passada, no último dia 29 de maio. Esta foi a segunda sessão que não foi aberta em razão da falta de quórum desde o desentendimento entre as partes.

Durante a sessão ordinária no plenário da Casa, o vereador Pedro Azulão Jr (MDB) afirmou que Luan não estaria disponibilizando o link para os vereadores que participariam de maneira remota. “Quero chamar atenção do presidente Luan, que está segurando o link. O vereador Denício Trindade, às 8h01, pediu o link e ninguém mandou”, disse o parlamentar. 

Azulão também cobrou presença dos vereadores da base na CCJ. “A base aqui é maior do que a oposição e o prefeito está precisando da base para aprovar os projetos de interesse da prefeitura e da população. Não vou pedir para ninguém vir trabalhar porque cada um tem suas obrigações e eu respeito. Mas vem cá, nós não podemos aceitar a minoria mandar na maioria”, frisou o parlamentar. 

“Não acompanhei a fala do vereador Azulão, mas se ele deu essa declaração sobre a disponibilidade dos links ele está mentindo e precisa comprovar, pois nem no Brasil eu me encontrava no momento da CCJ”, afirmou Luan à reportagem do O HOJE. 

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Já Veloso destacou que não sabia que iria presidir a sessão da quarta-feira e que a distribuição dos links para participação remota fica a cargo do presidente da comissão. 

“Tive conhecimento que iria presidir a reunião minutos antes do começo da mesma. Só o presidente da CCJ tem o controle e envio do link. Aguardei até mais que o tempo regimental para termos quórum, como não aconteceu, tive que encerrar a reunião”, explicou o vereador para a reportagem do O HOJE. 

As salas virtuais para os parlamentares participarem das reuniões de comissões remotamente são criadas pela direção de áudio e vídeo da Câmara. Costumeiramente, o link é enviado pela direção ao assessor da comissão, que envia o link para o presidente do colegiado e para os demais vereadores. O assessor da comissão é ligado ao gabinete do parlamentar que preside o colegiado. 

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