sexta-feira, 8 de maio de 2026
Educação

Após assembleia, trabalhadores da Educação ampliam pressão sobre prefeitura de Aparecida

Professores e servidores administrativos pressionam prefeitura por pagamento de progressões, reajustes salariais e melhorias nas condições de trabalho após assembleia do SINTEGO de Aparecida

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 7 de maio de 2026
Educação
Divulgação/SINTEGO Aparecida

Os trabalhadores da Educação de Aparecida de Goiânia intensificaram a mobilização após assembleia promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás – SINTEGO, nesta quinta-feira (7). Professores e servidores administrativos cobraram respostas da prefeitura para uma série de reivindicações consideradas históricas pela categoria e denunciaram a falta de avanços nas negociações com a administração municipal.

Categoria pede valorização salarial e melhores condições de trabalho

Durante a assembleia, os trabalhadores reforçaram críticas relacionadas ao congelamento de progressões e titularidades, situação que, segundo representantes sindicais, afeta servidores da rede municipal há mais de 12 anos. A categoria também reivindica o pagamento retroativo do piso salarial dos professores desde janeiro, e não apenas a partir de maio, como teria sido proposto pela prefeitura.

Além disso, os profissionais cobram reajuste da data-base dos servidores administrativos acima da inflação, descongelamento da carreira pública, pagamento de quinquênios e enquadramento dos profissionais da Educação Infantil conforme a legislação vigente.

Outro ponto que gera insatisfação entre os trabalhadores é o auxílio-alimentação pago aos servidores administrativos. Segundo o sindicato, o valor permanece congelado há mais de dez anos em R$ 60, situação considerada insuficiente diante do aumento do custo de vida.

Leia mais: Trabalhadores da Educação de Goiânia entram em greve!

Servidores defendem diálogo e avanços para evitar novas paralisações

O presidente regional do SINTEGO em Aparecida de Goiânia, Antônio Carlos, afirmou que a categoria decidiu ampliar as mobilizações para chamar atenção da população e pressionar a prefeitura a apresentar respostas concretas para as demandas da Educação.

Segundo ele, os trabalhadores também pretendem participar de eventos públicos e atividades na cidade para informar a população sobre a situação enfrentada pelos profissionais da rede municipal.

Durante as discussões da assembleia, representantes da categoria denunciaram ainda sobrecarga de trabalho, falta de valorização profissional e dificuldades enfrentadas diariamente dentro das unidades escolares.

Apesar do clima de insatisfação, a mobilização já trouxe um recuo por parte da administração municipal. Após pressão dos trabalhadores, a Secretaria Municipal de Educação voltou atrás na decisão de realizar a reposição de uma paralisação no sábado anterior ao Dia das Mães. A atividade foi remarcada para o dia 23 de maio.

Para o sindicato, a mudança representou uma conquista importante para os trabalhadores e reforçou a necessidade de que decisões relacionadas ao calendário escolar sejam construídas de forma coletiva e com diálogo entre gestão e servidores.

Mesmo sem anunciar oficialmente uma greve neste momento, a categoria segue em estado de mobilização e não descarta novas paralisações caso as reivindicações continuem sem resposta. Os trabalhadores afirmam que a principal cobrança é por valorização profissional e melhores condições de trabalho para garantir mais qualidade no atendimento aos estudantes da rede municipal de Educação.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Tags:
Veja também