Trabalhadores da Educação de Goiânia entram em greve!
Professores e servidores administrativos decidiram pela paralisação após impasse nas negociações com a Prefeitura de Goiânia
Os trabalhadores da rede municipal de Educação de Goiânia aprovaram, nesta quinta-feira (7), a deflagração de greve durante Assembleia Geral realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO), no CEPAL do Setor Sul. A paralisação está prevista para começar no próximo dia 12 e deve atingir escolas e unidades de ensino da capital.
A decisão foi tomada após a categoria avaliar que não houve avanços nas negociações com a administração municipal. Professores e servidores administrativos afirmam que o diálogo com a Prefeitura segue sem respostas concretas para reivindicações consideradas prioritárias. O clima durante a assembleia foi marcado por críticas à demora nas tratativas e pelo fortalecimento do movimento grevista.
Categoria cobra valorização e cumprimento de direitos
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo SINTEGO estão o plano de carreira dos servidores administrativos, o pagamento das progressões atrasadas, o reajuste do piso salarial dos professores e o pagamento da data-base dos administrativos. A categoria também cobra a aplicação do chamado “descongela”, previsto na Lei nº 226/26, além do enquadramento funcional estabelecido pela Lei nº 15.326/26.
Segundo os trabalhadores, parte das demandas se arrasta há meses sem definição, o que aumentou a insatisfação dentro da rede municipal. Durante a assembleia, representantes sindicais afirmaram que a greve foi aprovada como forma de pressionar o Paço Municipal a apresentar soluções efetivas para os problemas apontados pela categoria.
O SINTEGO destacou ainda que a mobilização representa um novo momento da luta dos profissionais da educação em Goiânia. A entidade afirma que continuará aberta ao diálogo, mas reforça que espera medidas concretas da gestão municipal para evitar o agravamento da crise.
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Histórico de paralisações aumenta preocupação
A possibilidade de uma nova greve reacende a preocupação de pais e responsáveis quanto ao funcionamento das escolas municipais. Nos últimos anos, a categoria já realizou movimentos grevistas em 2022, 2023 e 2024, sempre envolvendo pautas ligadas à valorização profissional e às condições de trabalho.
Com a nova paralisação aprovada, a expectativa agora gira em torno dos impactos que a greve pode causar na rotina escolar e no calendário letivo. Ainda não há definição oficial sobre como ficará o funcionamento das unidades durante o movimento, nem sobre possíveis medidas emergenciais por parte da Prefeitura de Goiânia.
Enquanto isso, trabalhadores da educação seguem mobilizados e afirmam que manterão a pressão até que as reivindicações sejam atendidas.
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