Justiça decide se síndico acusado de matar corretora em Caldas Novas irá a júri popular
Acusado confessou o crime, indicou onde ocultou o corpo da vítima e segue preso preventivamente enquanto processo avança para nova etapa em julho
A Justiça de Caldas Novas realizou nesta quarta-feira (6) a primeira etapa da audiência de instrução do caso que investiga o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves. O principal acusado é o síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o crime e agora aguarda decisão judicial sobre um possível julgamento pelo Tribunal do Júri.
A audiência durou mais de cinco horas e ouviu 13 testemunhas apresentadas pela acusação. Esta fase do processo tem como objetivo analisar se existem provas suficientes de autoria e materialidade para que o réu seja levado a júri popular.
Durante o procedimento, a juíza responsável não decide ainda sobre culpa ou inocência, mas avalia se o caso deve seguir para julgamento diante de sete jurados populares. A continuidade da audiência foi marcada para julho, quando deverão ocorrer novas oitivas e o interrogatório do acusado.
Cléber responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Ele permanece preso preventivamente após a Justiça negar pedidos de liberdade apresentados pela defesa.
Síndico acusado de matar corretora

O crime aconteceu em 17 de dezembro de 2025 e ganhou grande repercussão em Goiás. Daiane Alves ficou desaparecida por cerca de 40 dias até que o síndico confessou o assassinato e levou a polícia até uma área de mata às margens da GO-213, onde havia escondido o corpo da corretora.
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Segundo as investigações, a vítima teria sido atraída para uma emboscada no condomínio onde morava e trabalhava. Conforme o inquérito, o fornecimento de energia do apartamento de Daiane teria sido interrompido propositalmente para fazê-la descer até o subsolo do prédio, onde ocorreu o crime.
Caso Daiane
A Polícia Civil aponta que a motivação estaria ligada a uma disputa comercial no setor imobiliário. De acordo com o processo, Daiane passou a administrar apartamentos que antes eram gerenciados pelo síndico, o que teria provocado desentendimentos entre os dois.
A corretora foi morta com disparos de arma de fogo calibre .380. Durante a investigação, a polícia também encontrou o celular da vítima escondido em uma caixa de esgoto do condomínio, numa suposta tentativa de eliminar provas.
Vídeos recuperados do aparelho registraram momentos importantes da ocorrência e se tornaram peças consideradas fundamentais para o avanço das investigações.
O filho do síndico, Maicon Douglas, chegou a ser preso durante as apurações sob suspeita de participação no caso, mas foi liberado posteriormente por falta de provas que justificassem sua permanência na prisão.
Agora, a expectativa gira em torno da decisão judicial que definirá se Cléber Rosa de Oliveira será oficialmente encaminhado ao Tribunal do Júri para responder pelo assassinato da corretora diante do julgamento popular.