Caso Daiane: audiência ouve familiares, testemunhas e delegado em Caldas Novas
Audiência do caso que investiga a morte de Daiane Alves Sousa teve depoimentos de familiares, delegado e testemunhas; interrogatório do acusado ficou para julho
A Justiça de Goiás realizou nesta quarta-feira (6) mais uma etapa da audiência de instrução e julgamento do caso que apura a morte de Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas. O principal acusado é o síndico Cléber Rosa de Oliveira, que continua preso preventivamente.
A audiência ocorreu na 1ª Vara Criminal da comarca e foi conduzida pela juíza Vaneska da Silva Baruki. O processo tramita no Tribunal do Júri.
Durante a sessão, foram ouvidos familiares e pessoas próximas da vítima, além de testemunhas da defesa e o delegado André Luiz Barbosa Santos, responsável pelas investigações.
Entre os depoimentos prestados pela acusação estavam os da mãe, da irmã e de uma amiga íntima de Daiane. Já a defesa apresentou como testemunhas a esposa e o filho do acusado.
Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, os relatos da mãe e da amiga da vítima aconteceram sem a presença do acusado. A magistrada aplicou o artigo 217 do Código de Processo Penal, entendendo que a presença de Cléber Rosa de Oliveira poderia causar constrangimento ou abalar a espontaneidade das declarações.
Após esses depoimentos, o acusado voltou a participar normalmente da audiência.
Como ainda há outras testemunhas a serem ouvidas, a continuação da audiência foi marcada para o dia 9 de julho de 2026, às 13h30, por videoconferência. A expectativa é que na próxima sessão sejam ouvidas testemunhas da defesa e também aconteça o interrogatório do acusado.
A juíza ainda determinou que a defesa apresente, no prazo de cinco dias, informações atualizadas sobre o paradeiro de uma testemunha que não foi localizada até o momento.
Outro ponto importante da decisão foi o pedido de complementação do exame cadavérico de Daiane Alves Sousa. A magistrada enviou ofício à Superintendência de Polícia Técnico-Científica e ao Instituto Médico Legal Aristoclides Teixeira para esclarecer se os disparos de arma de fogo ocorreram antes ou depois da morte da vítima. O prazo para resposta é de 30 dias.
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Antes da audiência, a prisão preventiva de Cléber Rosa de Oliveira já havia sido reavaliada pela Justiça no dia 11 de março. Na ocasião, a juíza decidiu manter o acusado preso ao considerar que continuam presentes os requisitos legais da custódia cautelar.
Pela legislação brasileira, a necessidade da prisão preventiva precisa ser revista a cada 90 dias. Neste caso, a nova reavaliação deverá ocorrer até 9 de junho de 2026.