Paulinho da Força rebate Flávio Bolsonaro e nega articulação com Alexandre de Moraes em Lei da Dosimetria
Deputado afirma que texto foi construído com diálogo entre Câmara e Senado e diz que Congresso atuou com independência na aprovação da proposta
O relator da Lei da Dosimetria na Câmara dos Deputados, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), reagiu às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e negou qualquer articulação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante a elaboração do projeto. A troca de acusações elevou a tensão entre parlamentares ligados ao bolsonarismo e integrantes do Congresso envolvidos na construção da proposta.
As críticas partiram de Flávio Bolsonaro durante agenda em Santa Catarina, no último sábado (9). Na ocasião, o senador afirmou considerar “estranho” o fato de Alexandre de Moraes ter participado das discussões sobre o texto aprovado pelo Congresso. Segundo ele, a oposição defendia uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, mas o debate teria sido limitado tanto na Câmara quanto no Senado. Flávio também insinuou que Paulinho da Força mantinha proximidade com o ministro e teria consultado Moraes sobre o conteúdo da proposta.
Leia mais:
Moraes suspende Lei da Dosimetria e piora tensão entre STF e Congresso
Em resposta, Paulinho da Força publicou uma nota nas redes sociais afirmando que a Lei da Dosimetria foi construída de “forma ampla” e com participação de diferentes correntes políticas. Além disso, o deputado destacou que ouviu representantes de todas as bancadas do Congresso Nacional, incluindo deputados, senadores e o próprio Flávio Bolsonaro. O parlamentar também informou que manteve conversas institucionais com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, durante a tramitação da matéria.
Segundo Paulinho, o diálogo com integrantes dos Poderes não significa interferência do Judiciário nas decisões do Legislativo. O deputado ressaltou que o Congresso atuou de maneira independente tanto na aprovação da Lei da Dosimetria quanto na derrubada do veto presidencial relacionado ao projeto. “Não considero produtivo transformar esse debate em disputa política ou pessoal. O mais importante é garantir o cumprimento da lei, a harmonia institucional e o respeito às decisões democraticamente construídas pelo Parlamento brasileiro”, afirmou o relator.