quarta-feira, 24 de junho de 2026
DISTRITO FEDERAL

Nova lei no DF exige padrão mínimo em escolas públicas com laboratórios, acessibilidade e internet

GDF terá até 360 dias para apresentar plano de adequação das escolas às novas exigências de infraestrutura

Jéssica Nascimentopor Jéssica Nascimento em 12 de maio de 2026
Nova lei no DF exige padrão mínimo em escolas públicas com laboratórios, acessibilidade e internet
Agência Brasília

Com biblioteca, internet de alta velocidade, laboratórios equipados, acessibilidade e quadra coberta entre os itens obrigatórios, as escolas públicas do Distrito Federal passarão a seguir novos padrões mínimos de funcionamento. A medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (11) e obriga o Governo do Distrito Federal a adequar a estrutura das unidades de ensino da rede pública, além de criar mecanismos de fiscalização e transparência sobre as condições oferecidas a estudantes e profissionais da educação.

A proposta, de autoria do deputado distrital Gabriel Magno (PT), foi promulgada pela Câmara Legislativa após a derrubada do veto do Executivo e estabelece uma série de exigências consideradas essenciais para garantir melhores condições de ensino, permanência e trabalho nas escolas do DF.

Deputado distrital Gabriel Magno (PT)/ Agência Brasília

“Uma vitória da educação pública do DF. Agora, toda escola da nossa rede precisa ter biblioteca, laboratório, internet, quadra coberta, água tratada, esgoto, acessibilidade e muito mais. O descaso não terá mais justificativa. Seguimos cobrando a implementação”, afirmou Gabriel Magno.

Entre os espaços e equipamentos que passam a ser obrigatórios estão biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática devidamente equipados, cozinha, despensa, refeitório com mesas e cadeiras, salas de coordenação pedagógica, orientação escolar, psicologia e serviço social, além de banheiros separados para estudantes, servidores e profissionais terceirizados.

A legislação também determina que todas as unidades tenham acesso à energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e destinação adequada de resíduos sólidos. Outro ponto previsto é a obrigatoriedade de instalações com acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

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Além da estrutura física, a norma estabelece diretrizes voltadas à sustentabilidade nas futuras construções e adaptações das escolas públicas. Entre as medidas recomendadas estão eficiência hídrica, aproveitamento de águas pluviais, uso de fontes de energia sustentáveis, conforto térmico e acústico, ampliação de áreas verdes e criação de espaços destinados a hortas escolares e coleta seletiva.

O texto também cria mecanismos de transparência sobre a situação das unidades escolares. O Governo do Distrito Federal terá até 120 dias para divulgar um relatório detalhado sobre as condições estruturais de cada escola da rede pública. A Secretaria de Educação deverá atualizar essas informações anualmente em seu site oficial.

Já o plano de adequação para cumprimento integral das novas exigências deverá ser apresentado pelo Executivo em até 360 dias. As escolas construídas a partir de agora já precisarão seguir integralmente os padrões mínimos estabelecidos pela legislação.

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