quinta-feira, 14 de maio de 2026
ESPOROTRICOSE

“Doença do jardineiro”: entenda infecção transmitida por gatos que acendeu alerta em Salvador

Casos de esporotricose em felinos preocupam especialistas e reforçam importância do diagnóstico precoce

Bia Salespor Bia Sales em 14 de maio de 2026
“Doença do jardineiro”: entenda infecção transmitida por gatos que acendeu alerta em Salvador
(Imagem: Reprodução)

Uma doença silenciosa, capaz de atingir gatos e humanos, voltou a acender alerta entre especialistas em saúde animal e saúde pública. Conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, a esporotricose tem preocupado autoridades após o aumento de casos envolvendo gatos em Salvador.

A enfermidade é causada por fungos do gênero Sporothrix e pode ser transmitida para humanos principalmente por arranhões, mordidas ou contato com feridas de animais infectados.

Embora historicamente estivesse associada ao contato com plantas, terra e matéria orgânica — daí o apelido “doença do jardineiro” — atualmente os gatos passaram a ser considerados os principais transmissores da infecção em áreas urbanas brasileiras.

Gatos podem desenvolver feridas graves

Nos felinos, a esporotricose costuma provocar lesões na pele que não cicatrizam, feridas profundas, secreções, queda de pelos e, em casos mais graves, comprometimento do estado geral do animal.

Segundo especialistas, gatos infectados carregam grande quantidade do fungo nas lesões, o que aumenta o risco de transmissão. A doença exige tratamento veterinário prolongado e não costuma desaparecer sozinha.

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Humanos também podem ser infectados

Em pessoas, a infecção geralmente aparece após arranhões ou contato com secreções contaminadas. Os sintomas incluem feridas na pele, caroços avermelhados e lesões que podem se espalhar pelos vasos linfáticos.

Em casos mais graves, a doença pode atingir pulmões, ossos, articulações e até o sistema nervoso, especialmente em pessoas imunossuprimidas.

Como prevenir a esporotricose

Especialistas orientam que tutores evitem contato direto com feridas suspeitas em gatos e utilizem luvas ao manipular animais doentes. Também é importante impedir que gatos tenham acesso à rua, já que animais não domiciliados têm maior risco de contaminação.

Ao perceber feridas persistentes, nódulos ou lesões incomuns nos pets, a recomendação é procurar atendimento veterinário imediatamente. O tratamento precoce aumenta as chances de recuperação e ajuda a reduzir a disseminação da doença.

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