segunda-feira, 18 de maio de 2026
Operação PCGO

Polícia Civil desmonta esquema de furtos de veículos ligado ao tráfico de drogas em Goiânia

Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca contra associação criminosa investigada por furtos, adulteração de chassis, receptação e tráfico de entorpecentes

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 18 de maio de 2026
Tráfico
Divulgação/PCGO

A Polícia Civil do Estado de Goiás deflagrou, nesta segunda-feira (18), a Operação Three Strikes, em Goiânia, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar em furtos qualificados de veículos, receptação, adulteração de sinais identificadores automotivos e tráfico de drogas.

A ação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), após investigações apontarem a existência de um esquema estruturado envolvendo o furto de automóveis e a negociação dos veículos por valores considerados muito abaixo do mercado.

Segundo a investigação, os carros furtados eram utilizados como forma de troca por entorpecentes. Após os furtos, os veículos eram encaminhados para adulteração dos sinais identificadores, incluindo remoção de chassi e do Número de Identificação Veicular (NIV), com o objetivo de reinserir os automóveis no mercado clandestino.

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Grupo atuava de forma organizada, aponta investigação

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso atuava de maneira contínua e organizada, integrando diferentes crimes dentro da mesma cadeia criminosa. Além dos furtos e da receptação, os investigados também seriam responsáveis pela ligação entre o comércio ilegal de veículos e o tráfico de drogas.

As investigações também indicam a possível participação dos suspeitos em outros crimes patrimoniais e apontam que o esquema pode envolver mais integrantes ainda não identificados pelas autoridades.

Prisões e apreensões foram realizadas em Goiânia

Durante a operação, os policiais cumpriram cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Justiça.

As ordens judiciais foram autorizadas com base na Lei nº 7.960/1989 e no artigo 288 do Código Penal, que trata da associação criminosa. A Justiça também autorizou o acesso a aparelhos eletrônicos apreendidos durante as diligências, que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão da atuação do grupo criminoso em Goiás.

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