Casal é investigado por falsificar exames para obter remédio em Goiânia
Pais teriam apresentado documentos adulterados para conseguir gratuitamente hormônio do crescimento para o filho de 13 anos
Um casal é investigado pela Polícia Civil de Goiás por suspeita de falsificar exames, receitas e outros documentos médicos para tentar obter gratuitamente um medicamento de alto custo para o filho, um adolescente de 13 anos, em Goiânia.
Segundo a investigação, os pais teriam apresentado documentos adulterados para comprovar que o adolescente precisava fazer tratamento com hormônio do crescimento. Cada caixa do medicamento custa aproximadamente R$ 500 e teria duração estimada de uma semana.
A tentativa ocorreu no Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa, unidade responsável pela distribuição de medicamentos fornecidos pela rede pública de saúde em Goiás.
Para ter acesso ao tratamento, o paciente precisa apresentar documentação médica que comprove a necessidade do medicamento. Durante a análise dos documentos apresentados pelo casal, servidores identificaram inconsistências e acionaram a Polícia Civil.
Segundo os investigadores, os exames e receitas teriam sido produzidos a partir de documentos pertencentes a outros pacientes.
Documentos teriam sido adulterados
Ainda conforme a investigação, os documentos apresentados continham assinaturas e identificações de médicos que não teriam atendido o adolescente.
A suspeita é de que exames e receitas tenham sido modificados para criar a aparência de que o garoto havia passado por consultas médicas e recebido indicação para o tratamento com hormônio do crescimento.
A Polícia Civil investiga quem produziu os documentos e se outras pessoas participaram da tentativa de fraude.
Tentativa teria ocorrido duas vezes
De acordo com a polícia, os pais fizeram duas tentativas para conseguir o medicamento.
Na primeira, a solicitação foi negada após a documentação apresentada não ser aceita. Posteriormente, segundo a investigação, o casal teria apresentado novos documentos que também levantaram suspeitas de falsificação.
Diante das inconsistências, a Polícia Civil conseguiu autorização judicial para realizar uma busca na residência da família, em Goiânia.
Durante a operação, os investigadores apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos que podem ajudar a esclarecer como os materiais foram produzidos.
Segundo a polícia, existe a suspeita de que aplicativos de edição tenham sido utilizados em celulares para alterar os documentos.
O material apreendido será encaminhado para perícia. A análise deverá verificar a origem dos arquivos, as possíveis alterações realizadas e a participação de outras pessoas no caso.
Pais negam as acusações
Os pais do adolescente negam as acusações investigadas pela Polícia Civil.
O caso continua em apuração. Caso a suspeita seja confirmada, os responsáveis poderão responder por crimes relacionados à falsificação e ao uso de documentos falsos.
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