terça-feira, 19 de maio de 2026
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Mercado pet dispara no Brasil e muda hábitos de consumo das famílias

Setor segue em crescimento acelerado impulsionado pela humanização dos animais e aumento de pequenos negócios

Bia Salespor Bia Sales em 19 de maio de 2026
Mercado pet dispara no Brasil e muda hábitos de consumo das famílias
(Imagem: PongMoji/Shutterstock)

O mercado pet brasileiro continua em expansão e se consolida como um dos setores mais fortes da economia nacional. Nos últimos dois anos, o número de pequenos negócios ligados ao segmento cresceu 22% no país, refletindo a mudança no comportamento dos tutores e o aumento dos investimentos em bem-estar animal.

Segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal, mais de 41,6 mil pequenos negócios foram abertos entre 2023 e 2025 no setor pet. Apenas em 2025, foram registradas 15,5 mil novas empresas voltadas ao segmento. Cerca de 91% desses empreendimentos são Microempreendedores Individuais (MEIs).

O crescimento acompanha uma transformação cada vez mais evidente na relação entre as pessoas e os animais de estimação. Hoje, cães e gatos são tratados como membros da família, impulsionando gastos com alimentação premium, estética, creches, planos de saúde, hotelaria, tecnologia e até terapias voltadas ao bem-estar animal.

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Pet brasileiro deve ultrapassar R$ 80 bilhões

Dados do setor apontam que o mercado pet brasileiro movimentou mais de R$ 75 bilhões nos últimos anos e deve ultrapassar os R$ 80 bilhões em 2026, mantendo crescimento próximo de 10%.

Além do avanço no faturamento, especialistas apontam que o setor se tornou mais sofisticado. A busca por alimentação natural, produtos funcionais, consultas preventivas e serviços personalizados está mudando o perfil do consumo pet no país.

Outro fator que chama atenção é o crescimento da chamada “economia felina”. Embora os cães ainda sejam maioria nos lares brasileiros, os gatos vêm ganhando espaço rapidamente, especialmente em apartamentos e residências menores.

Especialistas avaliam que o mercado pet segue entre os mais resilientes do país, já que muitos tutores evitam cortar gastos relacionados aos animais mesmo em períodos de crise econômica.

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