quinta-feira, 28 de maio de 2026
Desenvolvimento

Goiás atinge maior nível de desenvolvimento e entra no grupo de alto IDH

Goiás alcançou IDHM de 0,815 em 2024, acima da média nacional, e passou a integrar oficialmente o grupo de Estados com alto desenvolvimento humano no Brasil

João Césarpor João César em 28 de maio de 2026
Goiás
Educação foi o principal destaque do desempenho goiano. Estado registrou o quarto melhor índice educacional do País e entrou na faixa de muito alto desenvolvimento humano na área - Foto: Jackson Rodrigues/Prefeitura de Goiânia

Goiás alcançou, em 2024, o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da sua história e passou a integrar oficialmente o grupo de unidades da federação com alto desenvolvimento humano. O resultado, divulgado pelo Radar IDHM 2026, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundação João Pinheiro (FJP) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Estado atingiu índice de 0,815, acima da média nacional, de 0,805.

 

Mais do que um indicador econômico, o índice mede aspectos diretamente ligados à qualidade de vida da população, considerando três dimensões principais, como Educação, Renda e Longevidade. O avanço goiano evidencia uma trajetória de crescimento social e econômico construída ao longo dos últimos anos, marcada pela expansão da atividade econômica, geração de empregos e ampliação de políticas públicas em áreas estratégicas.

 

Com o desempenho, Goiás ocupa a 7ª posição no ranking nacional e aparece como o segundo Estado mais desenvolvido do Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal. O resultado também representa uma recuperação importante após os impactos da pandemia de Covid-19. Em 2019, o Estado tinha IDHM de 0,780. Em 2021, durante a crise sanitária, o índice caiu para 0,755. Agora, alcança o maior patamar da série histórica iniciada em 2012, quando Goiás registrava 0,744.

 

O principal destaque do levantamento é a Educação. Goiás atingiu índice de 0,821 nessa dimensão, o quarto melhor resultado do Brasil e acima da média nacional, de 0,798. O desempenho colocou o Estado na faixa de muito alto desenvolvimento humano na área educacional.

 

Segundo o levantamento, o avanço reflete políticas públicas implementadas nos últimos anos, como a ampliação da rede estadual de ensino em tempo integral, programas de alfabetização, modernização das escolas, ações de permanência escolar e iniciativas vinculadas ao Goiás Social, além do Bolsa Estudo.

 

O crescimento também aparece nos indicadores ligados à longevidade e redução das desigualdades. No recorte por raça e cor, Goiás registrou a segunda menor diferença do País entre população branca e população negra na dimensão longevidade, atrás apenas do Distrito Federal. O IDHM Longevidade chegou a 0,884 para a população branca e 0,862 para a população negra, mantendo ambos os grupos na faixa de muito alto desenvolvimento humano.


Para o diretor-executivo do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), Erik Figueiredo, o avanço do Estado é reflexo de diferentes políticas públicas implementadas ao longo dos últimos anos. “O IDH é formado por três dimensões, compostas por educação, renda e longevidade. Então são variáveis impactadas por diversos indicadores econômicos e a evolução delas reflete um conjunto de políticas públicas. Não tem nenhuma política isoladamente que explique o IDH”, explicou.

 

Outro dado de destaque é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade (IDHMAD), que mede quanto das desigualdades internas reduzem o desenvolvimento humano. Nesse indicador, Goiás alcançou 0,672, acima da média nacional, de 0,641, registrando o sexto melhor desempenho do País.

 

O avanço do desenvolvimento humano também se reflete na Região Metropolitana de Goiânia. O levantamento mostra que a Grande Goiânia alcançou IDHM de 0,834, o maior da série histórica, colocando a região entre as cinco mais desenvolvidas do Brasil. O resultado faz da capital goiana e municípios do entorno a primeira região metropolitana fora do eixo Sul-Sudeste a aparecer entre as líderes nacionais do ranking.

 

Nas dimensões avaliadas, a Região Metropolitana registrou 0,843 em Educação, 0,876 em Longevidade e 0,786 em Renda. O desempenho colocou a Grande Goiânia à frente de centros metropolitanos como Rio de Janeiro, Vitória, Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza.

 

Os dados refletem o momento de expansão econômica vivido por Goiás nos últimos anos, impulsionado por investimentos em infraestrutura, fortalecimento da rede de proteção social, crescimento do mercado de trabalho e ampliação de serviços públicos. O levantamento também aponta que o Estado conseguiu combinar crescimento econômico com melhora nos indicadores sociais, reduzindo desigualdades e ampliando o acesso da população à educação, saúde e renda.

 

Apesar do avanço histórico, o diretor-executivo do IMB avalia que Goiás ainda enfrenta desafios importantes para manter o crescimento econômico aliado à melhoria da qualidade de vida da população. Segundo ele, fatores externos, como juros elevados e políticas nacionais de crédito agrícola, afetam diretamente a economia goiana.

“O grande desafio, depois que você atinge o topo, é se manter no topo. Goiás faz parte da economia brasileira e está sujeito a políticas que estão fora do alcance do Estado. Mas acredito que esse círculo virtuoso da economia goiana tende a se prolongar”, concluiu.


Educação coloca Goiás entre melhores desempenhos no IDHM

Goiás
Estado registra maior IDHM da história, entra no grupo de alto desenvolvimento humano e se destaca nacionalmente em educação, renda e longevidade – Foto: Divulgação/Secom-GO

 


A Educação foi o principal destaque de Goiás no Radar IDHM 2026 e aparece como uma das áreas centrais para explicar o avanço histórico do Estado no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal. O levantamento colocou Goiás com o quarto melhor resultado do Brasil na dimensão educacional, alcançando índice de 0,821, acima da média nacional, de 0,798.

 

O indicador considera fatores como escolaridade da população adulta, frequência escolar e desempenho educacional em diferentes faixas etárias. Na série histórica, Goiás saiu de 0,693 em 2012 para 0,821 em 2024, atingindo o melhor resultado já registrado pelo Estado.


Segundo Figueiredo, o avanço é reflexo direto das políticas públicas implementadas ao longo dos últimos anos. “A dimensão educação está relacionada à qualidade da educação, à alfabetização na idade certa e à aprovação dos alunos. Então ela reflete muito bem o avanço da política educacional de Goiás nos últimos anos”, afirmou.

 

Entre as ações apontadas pelo governo estadual estão a ampliação da rede de ensino em tempo integral, programas de alfabetização, modernização das escolas, Bolsa Estudo e iniciativas de permanência escolar vinculadas ao Goiás Social. “Tem uma série de políticas que se resume em o aluno ter um bom desempenho em uma avaliação. Desde tratar bem o aluno, a escola ser um lugar agradável, até programas que ajudam na permanência escolar”, explicou Erik.

 

Além do destaque estadual, a Região Metropolitana de Goiânia também apresentou forte desempenho educacional no levantamento. A Grande Goiânia alcançou índice de 0,843 na dimensão Educação e passou a figurar entre as cinco regiões metropolitanas mais desenvolvidas do País.

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