sexta-feira, 29 de maio de 2026
FALTOU INFORMAÇÃO

Caiado atribui ao governo federal falta de alerta sobre investigados ligados ao crime organizado

Ao comentar o caso, Ronaldo Caiado afirmou que eventuais informações sobre investigados deveriam ter sido compartilhadas previamente por órgãos federais, permitindo a adoção de medidas preventivas pelos estados

Luma Silveirapor Luma Silveira em 29 de maio de 2026
Caiado
Ronaldo Caiado cobra comunicação prévia de órgãos federais e diz que informações sobre suspeitos poderiam ter evitado situações de exposição ao governo estadual - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o governo federal deveria ter compartilhado previamente informações sobre pessoas que estariam sob investigação por supostos vínculos com o crime organizado. A declaração foi dada em resposta à reportagem publicada pelo portal Metrópoles, que abordou a participação do político em um evento ao lado de um empresário citado em investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo.

Segundo o Metrópoles, Caiado argumentou que órgãos federais responsáveis pelo monitoramento de movimentações financeiras suspeitas dispõem de informações que poderiam subsidiar ações preventivas por parte dos estados.

“Se essas pessoas têm vínculo com o narcotráfico, isso deveria ter sido preventivamente informado ao governo do Estado, já que apenas o Coaf do governo federal tem acesso a dados do sistema financeiro que permitiriam a identificação e a ação preventiva”, declarou o ex-governador ao portal.

A reportagem também destaca que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) tem como atribuição encaminhar comunicações de operações suspeitas a órgãos de investigação, como polícias e Ministérios Públicos. O órgão, porém, não atua diretamente no repasse dessas informações aos governos estaduais, e nem toda comunicação de movimentação atípica representa, necessariamente, a confirmação de um crime.

Ainda de acordo com o Metrópoles, Caiado afirmou não possuir relação pessoal com a advogada e empresária Maria Caroline Lazarini Dias, que presidiu o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed). A organização contratou empresas ligadas a Thiago Telles, investigado pela Polícia Civil de São Paulo.

Ao portal, o ex-governador declarou que conheceu a empresária exclusivamente em razão de sua atuação profissional junto ao governo estadual.

“Conheci a citada empresária na qualidade de prestadora de serviços ao governo e com ela não mantive ou mantenho relação pessoal de nenhuma natureza”, afirmou.

Sem retorno

A reportagem de O Hoje entrou em contato com a assessoria de Ronaldo Caiado para solicitar posicionamento sobre o assunto e eventuais esclarecimentos adicionais. Até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Tags:
Veja também