segunda-feira, 22 de junho de 2026
Cármen Lúcia

Cármen Lúcia defende ética e transparência no Judiciário

Ministra do STF afirma que confiança pública depende da integridade dos juízes e alerta para riscos à democracia e à credibilidade das instituições

Victor Silvapor Victor Silva em 1 de junho de 2026
Cármen Lúcia defende ética e transparência no Judiciário
A ministra Cármen Lúcia, durante sessão do STF — Foto: Fellipe Sampaio/STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta segunda-feira (1º) o fortalecimento da ética, da transparência e da imparcialidade no Poder Judiciário durante participação no Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial, realizado em Brasília. Relatora da proposta de um código de conduta para os ministros da Suprema Corte, ela afirmou que magistrados devem atuar com integridade e responsabilidade para preservar a confiança da sociedade nas instituições.

Em seu discurso, a ministra reconheceu que juízes estão sujeitos a falhas por serem humanos, mas ressaltou que desvios de conduta não podem ser ignorados. Segundo ela, a sociedade precisa saber o que esperar do Judiciário, enquanto os integrantes da magistratura devem compreender a responsabilidade de garantir decisões pautadas pela independência, pela legalidade e pelo compromisso democrático.

Leia também: 

Escala 7×0: Erika Hilton critica PEC apoiada por Flávio Bolsonaro
Gilmar Mendes defende regulação das big techs e destaca papel do STF na estabilidade institucional

Cármen Lúcia também alertou para o cenário de fragilidade institucional observado em diferentes países e destacou que o direito continua sendo um dos principais instrumentos de proteção da democracia. A ministra defendeu a atuação de magistrados independentes e corajosos diante de pressões externas, afirmando que a preservação da credibilidade das cortes depende da capacidade de assegurar julgamentos imparciais e confiáveis.

Outro ponto abordado foi o impacto das redes sociais e da disseminação de informações falsas sobre o sistema de Justiça. Segundo a magistrada, ataques virtuais e campanhas de desinformação podem comprometer a imagem de juízes e enfraquecer a confiança pública nas instituições. A ministra ainda mencionou o desafio enfrentado pelo STF diante da queda nos índices de aprovação popular e reforçou a necessidade de mecanismos que fortaleçam a ética judicial e a transparência no exercício da magistratura.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Veja também