Festival Colettiva Preta estreia em Goiânia com foco na valorização da cultura negra
O festival nasce com o objetivo de impulsionar iniciativas já desenvolvidas nos territórios periféricos
Goiânia recebe nos dias 20 e 21 de junho a primeira edição do Festival Colettiva Preta 2026: Africanidades e Diálogos Potentes. Com entrada gratuita e ingressos disponibilizados pela plataforma Sympla, o evento será realizado no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, reunindo atividades culturais, formativas e de empreendedorismo voltadas ao fortalecimento da produção negra feminina.
Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Equatorial Goiás, o projeto conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e terá sete edições ao longo do ano, entre os meses de junho e dezembro. A iniciativa é realizada pela Colettiva Preta e pretende ampliar a visibilidade de empreendimentos liderados por mulheres negras, além de incentivar a geração de renda e o fortalecimento de redes colaborativas.
A programação inclui mostra multicultural com exposição e comercialização de produtos, oficinas gratuitas, rodas de conversa, apresentações musicais, DJs, rodadas de negócios e encontros voltados ao empreendedorismo. As atividades contemplam diferentes segmentos da produção cultural, como artes visuais, artesanato, moda, literatura, teatro, dança, audiovisual e tecnologias sociais.
Segundo a organização, o festival foi criado para funcionar como um espaço contínuo de valorização das culturas negras periféricas, promovendo oportunidades de formação, intercâmbio de experiências e fortalecimento da economia criativa e solidária na Região Metropolitana de Goiânia.
Entre os destaques estão as ações voltadas à capacitação e à articulação de redes de apoio entre mulheres negras que atuam no setor cultural. A proposta também prevê a construção de uma cartografia que reúna informações sobre profissionais e iniciativas ligadas à cultura negra, contribuindo para ampliar a conexão entre projetos e agentes culturais.
Para Erika Santos, diretora executiva da Colettiva Preta, o festival nasce com o objetivo de impulsionar iniciativas já desenvolvidas nos territórios periféricos. De acordo com ela, além de promover a circulação de produtos e manifestações artísticas, o evento busca criar oportunidades de negócios, ampliar parcerias e fortalecer a presença de mulheres negras na economia criativa.
A expectativa é que o projeto se consolide como um espaço permanente de diálogo, formação e valorização da cultura negra, reunindo artistas, empreendedoras, produtores culturais e o público em uma programação diversificada ao longo do segundo semestre.
A idealizadora da Colettiva Preta, Renata Caetano, afirma que o festival representa a consolidação de um trabalho construído coletivamente ao longo dos últimos anos. Atriz, diretora, artesã e integrante do elenco da novela Coração Acelerado, da TV Globo, a artista acumula mais de três décadas de atuação no cenário cultural e destaca o papel do evento na promoção da visibilidade e do protagonismo feminino negro.
Segundo ela, a iniciativa foi concebida para fortalecer redes de apoio, incentivar a troca de experiências e ampliar o reconhecimento de mulheres negras que atuam nos campos da cultura, do artesanato e da economia criativa. “O Festival Colettiva Preta surge como um espaço de valorização, conexão e fortalecimento dessas trajetórias”, ressalta.
A abertura oficial será realizada em 19 de junho, em uma cerimônia voltada para convidados e representantes da imprensa. A programação prevê homenagens a mulheres negras, distribuição de lembranças, degustação gastronômica gratuita e apresentação da DJ Iara Kavene.
Com o tema “Nossas Texturas Pretas”, a primeira edição do festival acontece nos dias 20 e 21 de junho e terá como foco as artes visuais e o artesanato. A proposta é destacar a diversidade de técnicas, saberes e expressões artísticas desenvolvidas por mulheres negras, além de estimular o intercâmbio de conhecimentos e a criação de oportunidades de negócios.
Para Erika Santos, o evento também desempenha um papel importante no fortalecimento econômico de iniciativas lideradas por mulheres negras. A organizadora destaca que o festival busca incentivar a geração de renda, ampliar a articulação entre empreendedoras e valorizar o trabalho desenvolvido por elas em diferentes segmentos culturais e criativos.
Criada em 2021, a Colettiva Preta nasceu a partir da experiência acumulada com as seis edições da Feira das Pretas+, idealizada por Renata Caetano. Desde então, o coletivo promove ações voltadas ao fortalecimento de empreendimentos de impacto socioambiental e de negócios liderados por mulheres negras na Região Metropolitana de Goiânia.