segunda-feira, 6 de julho de 2026
PARABÉNS NA CADEIA

Mulher que fingiu ser menina de 12 anos completa 38 anos na prisão

Amanda Maria Sousa Oliveira, acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos e viver por mais de um ano com uma família em Santa Catarina, completa 38 anos nesta quarta-feira (10) enquanto responde por estelionato e falsa identidade

Micael Mourapor Micael Moura em 10 de junho de 2026
Mulher
Foto: Reprodução / Redes sociais

A mulher que ficou conhecida nacionalmente por se passar por uma menina de 12 anos completa 38 anos nesta quarta-feira (10). Amanda Maria Sousa Oliveira está presa preventivamente desde o último dia 2 de junho e responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, Amanda utilizava a identidade falsa de “Gabriele” enquanto vivia com uma família que acreditava ter adotado uma adolescente. A fraude teria durado mais de um ano até a descoberta da verdadeira identidade da suspeita.

Histórico de ocorrências em vários estados

De acordo com as investigações, Amanda acumula registros policiais em diferentes regiões do país. Há ocorrências atribuídas a ela nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará.

A suspeita já havia sido presa anteriormente, em maio de 2023, após enganar duas mulheres no Rio de Janeiro. Na ocasião, utilizou o nome falso de “Maria Eduarda” e alegou ter apenas 12 anos.

História envolvia exploração sexual e “bruxaria”

Conforme denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Amanda afirmava ter fugido do Nordeste após sofrer exploração sexual e maus-tratos praticados pelos próprios pais.

Ela relatava que recebia injeções hormonais desde a infância e dizia ser vítima de rituais de “bruxaria”. Sensibilizadas com a história, duas mulheres passaram a ajudá-la financeiramente, alugando uma casa e custeando despesas pessoais.

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O prejuízo estimado pelas vítimas foi de aproximadamente R$ 2 mil.

Exames e processo

Amanda é ré por estelionato e falsa identidade. O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta de que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher adulta.

A Justiça e os órgãos de investigação continuam apurando o histórico da suspeita e possíveis ocorrências semelhantes em outros estados.

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