quinta-feira, 2 de julho de 2026
COMBATE AO AEDES AEGYPTI

Mosquito da dengue pode transmitir doença fatal para cães e gatos; saiba qual

Embora os pets não contraiam dengue, o Aedes aegypti pode atuar na transmissão da dirofilariose, enfermidade conhecida como “verme do coração” e que pode levar animais à morte

Bia Salespor Bia Sales em 11 de junho de 2026
Mosquito da dengue pode transmitir doença fatal para cães e gatos; saiba qual
(Imagem: Reprodução)

A preocupação com o mosquito da dengue costuma estar associada aos riscos para a saúde humana. No entanto, o Aedes aegypti também pode representar uma ameaça para cães e gatos ao participar da transmissão de doenças graves que afetam os animais de estimação.

Embora não desenvolvam dengue, zika ou chikungunya, os pets podem ser infectados por enfermidades transmitidas por mosquitos. Entre elas, uma das mais preocupantes é a dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”.

A doença é causada pelo parasita Dirofilaria immitis, que pode ser transmitido por diferentes espécies de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti. Após a picada, as larvas entram no organismo do animal e se desenvolvem até atingir o coração, os pulmões e os vasos sanguíneos.

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A enfermidade afeta principalmente os cães, mas também pode atingir gatos. Em muitos casos, os sintomas demoram a aparecer, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta os riscos de complicações.

Entre os principais sinais clínicos estão tosse frequente, dificuldade para respirar, cansaço excessivo, perda de peso, desmaios e redução da disposição para atividades do dia a dia. Nos quadros mais avançados, a doença pode evoluir para insuficiência cardíaca e levar o animal à morte.

Segundo especialistas, um dos principais equívocos entre os tutores é acreditar que os animais podem pegar dengue. Os veterinários reforçam que isso não acontece. O perigo está justamente em outras doenças transmitidas pelo mosquito, muitas vezes desconhecidas pela população.

Prevenção é a principal aliada

A melhor forma de proteger os animais continua sendo o combate ao mosquito. Medidas simples adotadas dentro de casa ajudam a reduzir significativamente os riscos de transmissão.

Entre as recomendações estão eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água tampadas, trocar diariamente a água dos bebedouros dos animais e realizar a limpeza frequente de quintais e jardins.

Além disso, médicos-veterinários orientam o uso de produtos repelentes específicos para cães e gatos, como coleiras antiparasitárias, pipetas e sprays aprovados para uso veterinário.

As consultas periódicas também são fundamentais para acompanhar a saúde dos pets e identificar precocemente possíveis doenças transmitidas por mosquitos.

Saúde animal e saúde pública caminham juntas

O combate ao Aedes aegypti não beneficia apenas os seres humanos. A redução dos focos do mosquito também ajuda a diminuir a circulação de agentes capazes de provocar doenças graves em animais domésticos.

Por isso, especialistas reforçam que a prevenção deve ser encarada como uma responsabilidade coletiva, protegendo famílias inteiras — incluindo os companheiros de quatro patas.

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