segunda-feira, 6 de julho de 2026
PODER JUDICIÁRIO

Senado escolhe novo fiscal dos tribunais e confirma Benedito Gonçalves no CNJ

Ministro do STJ será responsável pela Corregedoria Nacional de Justiça, área encarregada de supervisionar a atuação administrativa e disciplinar de magistrados em todo o país

Luma Silveirapor Luma Silveira em 11 de junho de 2026
Senado
Ministro Benedito Gonçalves teve o nome aprovado pelo Senado para assumir a Corregedoria Nacional de Justiça, órgão responsável pela fiscalização administrativa e disciplinar do Judiciário brasileiro | Foto: Saulo Cruz

O Senado Federal confirmou nesta quarta-feira (10) a indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para a Corregedoria Nacional de Justiça. A escolha coloca o magistrado em uma das funções mais estratégicas do Judiciário brasileiro, responsável por acompanhar a atuação de juízes e tribunais em todo o país.

O nome de Benedito recebeu 53 votos favoráveis e 16 contrários em votação realizada no plenário da Casa. Com a aprovação, ele passará a integrar a direção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo controle administrativo do Judiciário.

A definição encerra um processo que havia sido interrompido no mês passado. Na ocasião, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu suspender a análise após identificar que não havia votos suficientes para validar o resultado da sessão.

A posse do novo corregedor está prevista para setembro.

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Função de controle

A Corregedoria Nacional de Justiça é responsável por fiscalizar procedimentos administrativos dos tribunais, apurar eventuais irregularidades e acompanhar o cumprimento das normas que orientam o funcionamento do sistema judiciário brasileiro.

Além da atuação disciplinar, o órgão também participa da formulação de políticas voltadas à modernização da Justiça, à transparência dos tribunais e à melhoria dos serviços prestados à população.

Carreira

Natural do Rio de Janeiro, Benedito Gonçalves construiu uma trajetória de mais de cinco décadas no serviço público. Antes de ingressar na magistratura federal, atuou como papiloscopista da Polícia Federal e delegado de polícia.

Em 1988, tornou-se juiz federal. Posteriormente, foi promovido ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e, em 2008, assumiu uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça.

Nos últimos anos, o ministro ganhou projeção nacional ao relatar processos de grande repercussão nos tribunais superiores e participar de julgamentos envolvendo temas políticos e eleitorais.

A aprovação pelo Senado consolida sua chegada ao comando da área responsável por acompanhar a conduta administrativa do Judiciário brasileiro pelos próximos anos.

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