quinta-feira, 18 de junho de 2026
Henrique Vorcaro

Defesa de pai de Daniel Vorcaro nega tentativa de silenciamento

Advogados afirmam ao STF que valores discutidos tinham origem em contratos formais e contestam interpretação da Polícia Federal

Victor Silvapor Victor Silva em 18 de junho de 2026
Defesa de pai de Daniel Vorcaro nega tentativa de silenciamento
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apresentou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma petição na qual rejeita as acusações de tentativa de intimidação de testemunhas e sustenta que familiares de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, vêm pressionando sua família para receber pagamentos relacionados a contratos privados. O documento foi protocolado nesta quinta-feira (18) no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero.

Segundo os advogados, os contatos ocorreram após a morte de Mourão, que tirou a própria vida em março deste ano, enquanto estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. A defesa afirma que Joana Mourão, irmã do investigado, passou a cobrar valores e antecipações financeiras, alegando a existência de créditos pendentes. Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram referências a supostos materiais comprometedores e menções à possibilidade de colaboração com as autoridades, elementos que a investigação considera relevantes para o caso.

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Os representantes de Henrique Vorcaro argumentam que as cobranças estavam ligadas a negócios legítimos mantidos por Mourão, incluindo serviços de segurança privada e participação em um empreendimento imobiliário localizado em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a petição, os pagamentos mencionados em diálogos analisados pela PF teriam origem em contratos formalizados no fim de 2025 e não guardariam relação com atividades ilícitas. A defesa também solicitou que Joana Mourão seja ouvida oficialmente para prestar esclarecimentos sobre os fatos.

O documento ainda questiona a interpretação adotada pela Polícia Federal em relatórios que embasaram medidas cautelares contra Henrique Vorcaro. Os advogados defendem a revogação da prisão ou sua substituição por medidas menos rigorosas e afirmam que todas as movimentações financeiras citadas possuem respaldo contratual e registros bancários regulares. Paralelamente, a investigação da PF sustenta que Mourão integrava um grupo conhecido como “A Turma”, supostamente utilizado para intimidar adversários ligados ao Banco Master, além de apontar repasses que teriam sido feitos a um policial federal aposentado para obtenção de informações sigilosas.

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