Dentista presa em operação policial em Goiânia é indiciada por lesão corporal gravíssima contra pacientes
Polícia Civil conclui inquérito e reconhece, inicialmente, seis pacientes como vítimas; caso foi encaminhado ao Poder Judiciário
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava a atuação da dentista Valéria Martins Ribeiro, de 33 anos, presa no fim de maio durante a Operação Protocolo de Risco, em Goiânia. Ela foi indiciada pelos crimes de lesão corporal gravíssima e exercício ilegal da medicina, e o relatório final já foi encaminhado ao Poder Judiciário. Nesta primeira fase, seis mulheres foram oficialmente incluídas como vítimas, mas as autoridades não descartam a possibilidade de surgirem novos relatos.
De acordo com as investigações, as pacientes sofreram complicações e danos à saúde após serem submetidas a procedimentos estéticos que, segundo a Polícia Civil, eram realizados por uma profissional sem a habilitação necessária para esse tipo de intervenção. Entre os serviços oferecidos estavam rinoplastia, lipoaspiração de papada e procedimentos bucomaxilofaciais realizados em uma clínica localizada no Setor Bueno, em Goiânia. As denúncias começaram a surgir depois que pacientes procuraram a polícia para relatar irregularidades e consequências decorrentes dos atendimentos recebidos.
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Investigação reuniu informações do Conselho Regional de Odontologia
De acordo com a Polícia Civil, a dentista atendia em um consultório de alto padrão instalado em um edifício comercial na Avenida T-4. Um dos elementos que reforçaram a investigação foi a informação encaminhada pelo Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO). Conforme consta no inquérito, a autarquia informou que Valéria Martins Ribeiro não possuía qualquer especialidade registrada oficialmente junto ao órgão.
Embora tenha sido presa durante a operação policial, a dentista deixou a prisão poucos dias depois e passou a responder ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar no período noturno.
A defesa da investigada informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre o indiciamento e, por isso, não irá se manifestar neste momento. Os advogados afirmaram que um posicionamento público será apresentado após o acesso formal ao conteúdo da conclusão do inquérito policial.