sexta-feira, 19 de junho de 2026
Tragédia

Laudo não aponta traumas e Polícia descarta participação de terceiros na morte de menina de 2 anos em Doverlândia

Maria Fernanda ficou desaparecida por cerca de 48 horas e foi encontrada a aproximadamente dois quilômetros da casa da família

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 19 de junho de 2026
Laudo não aponta traumas e Polícia descarta participação de terceiros na morte de menina de 2 anos em Doverlândia
Reprodução

A investigação sobre a morte da menina Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, ganhou novos desdobramentos após a divulgação das primeiras conclusões da Polícia Civil de Goiás. A criança, que desapareceu na manhã de segunda-feira (15) em uma fazenda de Doverlândia, no oeste goiano, foi encontrada sem vida cerca de 48 horas depois, justamente no dia em que completava dois anos. Segundo a polícia, não há indícios da participação de terceiros no caso.

De acordo com o delegado Ramon Queiroz, as evidências coletadas durante as buscas apontam que a criança percorreu o trajeto sozinha. Pegadas encontradas ao longo da propriedade rural foram fundamentais para a investigação, já que não havia sinais da presença de um adulto, rastros de veículos ou qualquer outra marca que indicasse o acompanhamento de uma terceira pessoa. O corpo foi localizado a aproximadamente dois quilômetros da residência da família.

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Perícia ainda aguarda exames complementares para definir a causa da morte

A Polícia Científica informou que o corpo da menina não apresentava lesões traumáticas nem sinais de violência sexual. Conforme a médica legista Rafaella Marques, a causa da morte ainda não foi oficialmente determinada, mas os exames apontaram um quadro de desidratação. Apesar disso, os investigadores também avaliam a possibilidade de um afogamento atípico, situação em que uma pequena quantidade de água pode provocar a obstrução das vias respiratórias sem deixar os sinais tradicionais observados em afogamentos convencionais.

Embora a distância percorrida pela criança tenha chamado a atenção, a Polícia Civil destacou que Maria Fernanda era acostumada a circular pela fazenda acompanhando os pais. O delegado afirmou que os responsáveis eram considerados cuidadosos e recebiam avaliações positivas de pessoas próximas. Ainda assim, a investigação concluiu que houve um abandono momentâneo que permitiu a saída da criança da propriedade.

As buscas mobilizaram uma grande força-tarefa, envolvendo Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar, cães farejadores, drones, helicóptero e moradores da região. Durante a apuração, a mãe indicou aos investigadores uma abertura na porteira por onde a menina teria saído. Diante dos fatos levantados até o momento, a Polícia Civil informou que os pais deverão ser indiciados por abandono momentâneo com resultado morte, enquanto a investigação segue aguardando a conclusão dos exames complementares que irão apontar a causa definitiva do óbito.

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