Falta de insumos na saúde leva MP-GO a cobrar medidas em Goiânia
Exames laboratoriais, testes rápidos e radiografias estão entre os serviços mencionados pelo órgão
O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou à Prefeitura de Goiânia a adoção de medidas imediatas para corrigir falhas na rede municipal de saúde, incluindo a transferência de pacientes que permanecem por mais de 24 horas em unidades de urgência e emergência e a regularização do abastecimento de medicamentos, insumos, equipamentos e exames essenciais.
Exames como hemograma, gasometria, troponina, dosagem de sódio e potássio, além de testes rápidos para influenza e radiografias, fazem parte da rotina de triagem e definição de condutas em casos de maior gravidade. A ausência ou atraso na oferta desses procedimentos pode interferir na continuidade do atendimento dentro das unidades.
Em resposta enviada ao O HOJE, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o serviço de “raio-X foi retomado integralmente na rede municipal de urgência e emergência em maio após a celebração de novo contrato”. Segundo a nota, o modelo inclui manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, além de reposição quando necessário. “A nova contratação contempla as 11 unidades que já possuem equipamentos instalados e possibilita a ampliação do serviço para até 17 unidades de saúde”, completa.
Sobre os testes rápidos para detecção de influenza, a SMS afirmou que a empresa fornecedora foi “autorizada e deve realizar a entrega dos insumos ainda nesta semana”. Já em relação aos exames laboratoriais, a secretaria informou que a empresa responsável foi “intimada para entregar os reagentes atualmente em falta”.
A Secretaria Municipal de Saúde também informou a existência de “67 processos administrativos de irregularidade abertos contra empresas fornecedoras, incluindo aplicação das sanções cabíveis, além de processos de aquisição emergencial em andamento para garantir a continuidade do abastecimento”.
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