Consumo de álcool cresce no Brasil: 5 dicas para mudar esse hábito
Dados do Ministério da Saúde mostram que 20,4% dos adultos nas capitais bebem de forma descontrolada; especialista aponta que o problema não está na falta de força de vontade
O consumo abusivo de bebidas alcoólicas cresceu no Brasil. Dados do Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, mostram que o uso descontrolado de álcool atingiu 20,4% da população adulta das capitais brasileiras, percentual superior aos 15,7% registrados em 2006. O levantamento também aponta crescimento expressivo desse comportamento entre as mulheres ao longo dos anos.
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Os riscos vão além do fígado. Além de cirrose hepática, o álcool está associado a hipertensão, gastrite, pancreatite e diversos tipos de câncer. Seus efeitos também se refletem na saúde mental, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão e alterações cognitivas, além de favorecer conflitos familiares, isolamento social e dificuldades no trabalho.
No livro “O Método Fácil de Parar de Beber”, publicado pela Edipro, o autor Allen Carr, que ajudou 50 milhões de pessoas a se libertarem de vícios, questiona uma das ideias mais difundidas sobre o alcoolismo: a de que abandonar o hábito exige sofrimento constante ou força de vontade extraordinária. Segundo ele, a chave está em compreender os mecanismos psicológicos que sustentam o hábito e desconstruir a crença de que a bebida é necessária para relaxar, socializar ou lidar com problemas.
5 passos para reduzir ou abandonar o álcool
1. Questione a ideia dos benefícios do álcool
O alívio atribuído à bebida é temporário e faz parte do próprio ciclo de dependência. Reconhecer isso é o primeiro passo para sair do ciclo.
2. Pare de enxergar a abstinência como uma perda
Em vez de focar na falta do hábito, a proposta é valorizar a liberdade, a saúde e a autonomia recuperadas. A mudança de perspectiva é o que sustenta a decisão a longo prazo.
3. Entenda que o problema não está na sua força de vontade
A dependência é sustentada por mecanismos psicológicos e culturais que fazem o álcool parecer necessário. Compreender isso ajuda a reduzir a culpa e a construir uma relação mais consciente com a bebida.
4. Identifique as ilusões que mantêm o hábito
A ideia de que festas e comemorações dependem do álcool é uma construção social amplamente reforçada. Questionar essas associações permite descobrir que o prazer dos encontros está nas experiências e nas pessoas.
5. Mantenha o foco nos ganhos da mudança
Mais disposição, noites de sono melhores, clareza mental, economia financeira e relações mais saudáveis são alguns dos benefícios apontados por quem abandona o álcool.