Viagem econômica: destinos internacionais que cabem no bolso do brasileiro
Fazer uma viagem econômica para fora do Brasil está mais perto do que parece. Descubra roteiros com preços de passagem, hospedagem e comida
Uma viagem econômica para fora do Brasil deixou de ser um sonho distante para boa parte da classe média. Com pesquisa e planejamento, dá para conhecer outro país sem comprometer o orçamento do ano inteiro.
Passagem, hospedagem e alimentação pesam diferente em cada destino, e alguns lugares entregam mais experiência por real gasto. Confira cinco destinos mais acessíveis para o brasileiro de classe média, para ajudar no planejamento da sua próxima viagem.
Argentina
Buenos Aires segue como a porta de entrada mais comum para quem busca uma viagem econômica pela primeira vez fora do Brasil. Em primeiro lugar, a proximidade reduz o preço da passagem, que costuma ficar entre R$ 1.400 e R$ 2.000, ida e volta. Hotéis de categoria três estrelas, bem avaliados, custam por volta de R$ 400 a diária para um casal.
Além disso, uma refeição em restaurante simples sai por cerca de R$ 60 a R$ 90 por pessoa. Mas vale reforçar que os preços em Buenos Aires subiram nos últimos anos, principalmente na alimentação.
Então, negociar pacotes com antecedência reduz o custo total dessa viagem econômica. Mendoza e Bariloche também entram no roteiro de quem tem mais dias disponíveis, mas custam um pouco mais que a capital.
O transporte dentro de Buenos Aires funciona bem com o cartão SUBE, usado em metrô e ônibus, com tarifa baixa por trajeto. Boa parte dos brasileiros aproveita feriados prolongados para essa viagem, já que o trajeto de avião dura menos de três horas.
Ainda assim, uma semana na cidade cabe em um orçamento entre R$ 3.000 e R$ 5.000 por pessoa, sem contar a passagem. Portanto, essa viagem econômica funciona bem para quem tem pouco tempo de planejamento e quer sair do país com facilidade.

Peru
O Peru reúne história, gastronomia e paisagens andinas em um pacote de viagem econômica que atrai brasileiros todos os anos. Por exemplo, a passagem aérea até Lima costuma variar entre R$ 2.000 e R$ 3.000, dependendo da antecedência da compra. Hospedagens familiares em Cusco custam entre R$ 100 e R$ 200 a diária, valor bem abaixo de hotéis turísticos tradicionais.
Certamente a visita a Machu Picchu pesa no orçamento, com ingresso e transporte somando algo entre R$ 400 e R$ 700 por pessoa. Ou seja, vale reservar esse passeio com antecedência e comparar preços entre agências locais. Arequipa também compõe roteiros mais longos, com paisagens vulcânicas e prédios de pedra branca no centro histórico.
O transporte entre cidades acontece por ônibus interurbano, opção mais barata do que voos internos. Restaurantes de bairro em Lima e Cusco servem refeições completas por R$ 20 a R$ 40. Mercados locais vendem frutas e pratos prontos por valores ainda menores do que os restaurantes voltados ao turista.
Consequentemente, o gasto diário fica menor do que em muitos destinos europeus. Da mesma forma que na Argentina, o período de baixa temporada garante preços mais baixos para essa viagem econômica.

Colômbia
A Colômbia entrega praias caribenhas e cidades históricas dentro de uma proposta clara de viagem econômica. Entretanto, o preço da passagem varia bastante conforme a cidade de destino, com valores a partir de R$ 2.000 para Medellín ou Cartagena. Em outras palavras, vale comparar rotas antes de fechar a compra, já que o preço muda conforme a conexão.
Como resultado, muitos viajantes economizam ao voar até Bogotá e seguir de ônibus ou voo interno até outras cidades. Por outro lado, viajantes com pouco tempo preferem voos diretos para Cartagena, mesmo pagando um pouco mais. Medellín atrai visitantes pelo clima ameno o ano todo e pela vida cultural em bairros como Poblado.
San Andrés, com praias de água clara, cobra um pouco mais pela passagem, mas reduz gastos com passeios organizados. Hospedagem em hostels bem avaliados custa entre R$ 80 e R$ 150 a diária. O transporte urbano em ônibus e metrô custa poucos reais por trajeto nas principais cidades colombianas.
Durante o passeio pelo centro histórico murado de Cartagena, a maior parte das atrações não cobra entrada. E o mais importante: refeições completas em restaurantes populares saem por R$ 25 a R$ 45, o que reduz o custo diário dessa viagem econômica.

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Paraguai
Assunção aparece com frequência entre os destinos de viagem econômica mais indicados para quem sai do Brasil pela primeira vez. Em segundo lugar, a passagem aérea costuma custar entre R$ 1.700 e R$ 2.700, ida e volta, dependendo da cidade de partida. Ainda mais vantajoso é o câmbio: cada real chega a valer mais de mil guaranis, o que barateia praticamente tudo.
Hospedagem simples no centro da capital custa entre R$ 100 e R$ 180 a diária. Além do mais, uma refeição completa em restaurante local sai por R$ 20 a R$ 35 por pessoa. O transporte dentro de Assunção acontece principalmente por ônibus urbano, com tarifa baixa e rotas para os pontos turísticos.
Trocar dinheiro nas casas de câmbio da fronteira costuma render mais guaranis do que nos bancos tradicionais. Ciudad del Este, próxima da fronteira, soma compras a preços baixos ao roteiro. Quem combina Assunção e Ciudad del Este no mesmo roteiro economiza no deslocamento entre as duas cidades.
Posteriormente, muitos viajantes aproveitam para conhecer Encarnação, cidade menor e mais tranquila. Essa combinação de câmbio favorável e curta distância torna o Paraguai uma viagem econômica difícil de superar.

Portugal
Portugal oferece uma experiência europeia completa dentro do conceito de viagem econômica, mesmo exigindo voo mais longo. Depois disso de pousar em Lisboa, o idioma comum facilita a comunicação e reduz o estresse do primeiro dia. A passagem costuma variar entre R$ 3.000 e R$ 6.000, dependendo da época e da antecedência da compra.
Acima de tudo, hospedagem em hostel custa entre 30 e 50 euros a diária, cerca de R$ 180 a R$ 300. Hotéis três estrelas ficam entre 100 e 180 euros, valor ainda inferior ao de Paris ou Londres. Porto entrega preços de hospedagem um pouco menores do que Lisboa, com centro histórico reconhecido pela Unesco.
O passe mensal de transporte público custa cerca de R$ 250, valor que compensa para quem fica duas semanas ou mais. Um bate e volta até Sintra, com trem incluído, soma poucos euros ao orçamento diário. Para esclarecer, o prato do dia em restaurantes populares sai por 10 a 15 euros, com refeição completa incluída.
Similarmente a outros destinos europeus fora de época de verão, os preços caem entre outubro e março. Essa combinação de cultura, segurança e preço moderado justifica o Brasil escolher Portugal como viagem econômica preferida na Europa.

Como escolher o destino certo para o seu orçamento
Em conclusão, os cinco destinos apresentados mostram que dá para viajar para fora do Brasil sem gastar uma fortuna. Cada roteiro pede pesquisa de preços, comparação de datas e algum jogo de cintura na hora de escolher hospedagem.
Vale lembrar que o câmbio muda com frequência, então checar valores atualizados antes de fechar qualquer reserva evita surpresas no orçamento. No fim, montar uma viagem econômica depende mais de planejamento do que de sorte.