quinta-feira, 9 de julho de 2026
Operação Zero Trust

Operação mira grupo suspeito de recrutar bancários para aplicar fraudes milionárias no DF

Ação cumpriu mandados no Distrito Federal, Goiás e Maranhão contra organização investigada por tentar invadir sistemas bancários com ajuda de funcionários de instituições financeiras

Victor Silvapor Victor Silva em 9 de julho de 2026 às 14:25
Operação mira grupo suspeito de recrutar bancários para aplicar fraudes milionárias no DF
Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Zero Trust para desarticular uma organização criminosa suspeita de planejar fraudes milionárias contra instituições financeiras. A ofensiva é coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (CORF), com apoio da Polícia Civil do Maranhão (PCMA), e cumpre mandados de busca, apreensão e prisão no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. Duas pessoas foram presas.

Segundo as investigações, o grupo atuava aliciando gerentes bancários para obter credenciais de acesso aos sistemas internos das instituições financeiras. De posse dessas informações, os criminosos buscavam realizar transferências fraudulentas de grande valor. A apuração indica que o esquema contava com uma estrutura organizada, formada por operadores técnicos, programadores, intermediadores e colaboradores que atuavam dentro dos bancos.

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Os investigadores também identificaram o uso de softwares maliciosos, ferramentas de acesso remoto aos dispositivos utilizados pelos gerentes e reuniões virtuais para planejar as ações criminosas. Conforme a PCDF, a organização ainda adotava estratégias para driblar as diferentes camadas de segurança das instituições financeiras e aumentar as chances de sucesso das fraudes.

De acordo com a corporação, as transferências ilegais só não foram concretizadas graças à atuação integrada entre a Polícia Civil e o setor de segurança da instituição financeira, que conseguiu impedir o prejuízo milionário. As investigações seguem sob sigilo judicial e buscam identificar outros integrantes do grupo, além de esclarecer toda a extensão do esquema criminoso.

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