quinta-feira, 16 de julho de 2026
CAVERNA EM GOIÁS

4 cavernas em Goiás que todo apaixonado por natureza deveria conhecer

Conheça quatro trechos do Parque Terra Ronca que mostram por que essas cavernas em Goiás encantam viajantes de todo o país

Rodrigo Souzapor Rodrigo Souza em 16 de julho de 2026 às 08:47
cavernas em Goiás
Existem cavernas em Goiás perfeitas para quem curte ecoturismo. (Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)

Existem cavernas em Goiás que guardam paisagens que fogem do comum, com rios internos, rapel e salões enormes. Dentro do Parque Estadual de Terra Ronca, quatro trechos se destacam por características bem diferentes entre si.

Cada um exige um preparo próprio e entrega uma experiência única ao visitante. Conhecer esses lugares ajuda a entender por que a região vira roteiro certo de quem ama aventura. Confira a seguir.

Lapa São Vicente I e II

Entre as cavernas em Goiás, a Lapa São Vicente I ocupa a sexta posição entre as maiores do Brasil, com 16.390 metros mapeados, segundo dados oficiais do governo estadual. Portanto, esse trecho já entra na lista das dez cavidades mais extensas do país. O acesso principal exige um rapel de 40 metros para alcançar o interior da caverna.

Lá dentro, o Rio São Vicente corre por toda a extensão da cavidade e cria doze cachoeiras ao longo do caminho. Como resultado, o local reúne um fenômeno raro entre as cavernas em Goiás, já que quedas d’água dentro de cavernas não são comuns. Pesquisadores começaram a mapear a área em 1970, mas partes seguem sem exploração completa até hoje.

Já a Lapa São Vicente II pede outro tipo de preparo físico do visitante. Então, quem deseja chegar até a cavidade caminha cerca de quatro quilômetros a partir do estacionamento mais próximo. O rio São Vicente também molda essa parte da caverna, com cheias sazonais que mudam a paisagem interna.

Por exemplo, essas cheias impedem a formação de espeleotemas no salão principal da São Vicente II. Mas salões secundários guardam formações menores, além de uma abertura no teto que ilumina parte do espaço central. Esse conjunto de características torna a São Vicente uma das cavernas em Goiás mais desafiadoras do parque.

(Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)
(Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)

Caverna Terra Ronca I

A Caverna Terra Ronca I chama atenção logo na chegada, com uma boca de 96 metros de altura e 120 metros de largura. Ou seja, essa é uma das aberturas mais largas entre as cavernas em Goiás abertas à visitação pública. O Rio da Lapa entra pela caverna com águas claras e tom esverdeado.

Logo na entrada, um altar recebe romeiros durante a Festa do Bom Jesus da Lapa, tradição que atrai fiéis todos os anos. Em outras palavras, essa caverna soma valor natural e valor cultural para quem visita a região. Para esclarecer: a data da festa cai sempre em agosto, conforme registros do próprio parque.

Ao entrar, o visitante encontra salões que passam de 700 metros de comprimento, como o Salão dos Namorados. Acima de tudo, essa escala reforça por que a Terra Ronca I está entre as cavernas em Goiás mais procuradas por fotógrafos. O teto da caverna ainda guarda duas aberturas naturais, formadas por desabamentos antigos da rocha.

Além disso, o percurso pede uma travessia dentro do próprio Rio da Lapa para alcançar a outra margem. Ainda mais interessante é a opção de rapel oferecida na abertura principal, para quem busca uma descida direto até o leito do rio. Esse conjunto de atrativos coloca a Terra Ronca I no topo das cavernas em Goiás mais visitadas.

(Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)

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Lapa Pau-Pombo e Sambaíba

A Lapa Pau-Pombo tem galerias estreitas, em forma de fenda, moldadas pelas fraturas naturais da rocha. Além do mais, esse formato deixa a caverna com menos ornamentos que outras cavernas em Goiás dentro do mesmo parque. O chão reúne areia e seixos arredondados ao longo de toda a entrada.

Entretanto, algumas galerias superiores da Pau-Pombo guardam ornamentos maiores que os encontrados no percurso principal. O córrego Pau-Pombo some em certo ponto da caverna, e o trecho seguinte permanece seco durante todo o ano.

Já a Lapa Sambaíba pede um desvio a partir do acesso ao sistema da Lapa de São Mateus. Durante essa caminhada, o visitante percorre cerca de 510 metros até alcançar a boca da caverna. Esse trajeto curto torna a Sambaíba uma opção mais simples entre as cavernas em Goiás do parque.

Posteriormente à entrada, dois salões compõem toda a extensão da Lapa Sambaíba, que permanece seca ao longo do ano inteiro. Depois disso, não há mais trechos a explorar, já que a caverna termina logo após esses dois espaços internos. Esse formato compacto explica por que a Sambaíba recebe menos visitantes que outras cavernas em Goiás do complexo.

(Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)
(Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)

Lapa Bezerra

A Lapa Bezerra reúne o acesso mais complexo de todo o parque, com cerca de sete quilômetros de caminhada de ida e volta. Da mesma forma que outras cavidades do complexo, essa caverna pede acompanhamento de guias credenciados durante todo o trajeto.

Existem dois pontos de entrada para essa cavidade, e cada um exige uma habilidade diferente do visitante. Certamente, esse é o trecho mais técnico entre as cavernas em Goiás abertas à pesquisa científica. Um dos acessos pede natação pela abertura principal da caverna.

Em primeiro lugar, o acesso seco passa por uma claraboia estreita, cercada por mata seca da região. Em segundo lugar, em alguns pontos da passagem é preciso remover a mochila para atravessar as fendas da rocha. Depois dessa etapa, uma descida vertical de quatro metros, presa por corda, leva aos salões principais.

Lá dentro, o visitante encontra o Salão do Cabelo Duro, o Lago Vermelho e o Salão das Cortinas Gigantes. Em conclusão, a Lapa Bezerra ainda não recebe turistas, já que o acesso exige equipe altamente treinada e comprometida com a preservação do local.

(Foto: https://goias.gov.br/parquesdegoias/parque-apa-e-unidade/parque-estadual-de-terra-ronca-peter/)

Resumindo, cada uma dessas quatro paradas mostra uma face diferente da aventura subterrânea goiana. Em poucas palavras, conhecer essas cavernas em Goiás é entender por que o Cerrado guarda tanta riqueza escondida sob a terra.

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