Brasil segue fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
Novo relatório da FAO mostra queda na insegurança alimentar severa e redução no custo da alimentação saudável no país
O Brasil permaneceu fora do Mapa da Fome durante o triênio de 2023 a 2025 e alcançou o menor índice de insegurança alimentar severa desde o início da série histórica. Os dados fazem parte do Relatório de Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2026), divulgado nesta quarta-feira (22) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Segundo o levantamento, o percentual da população em risco de subalimentação permaneceu abaixo de 2,5%, indicador utilizado pela FAO para definir a presença de um país no Mapa da Fome. A subalimentação considera pessoas que não possuem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias necessária para uma vida saudável.
Além disso, o país registrou uma nova redução na insegurança alimentar severa. Entre 2023 e 2025, o índice caiu para 0,6% da população, o menor já registrado pela pesquisa.
Queda na insegurança alimentar
O relatório aponta que cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio analisado. Esse grupo reúne pessoas que, em determinados momentos, precisaram reduzir a quantidade de alimentos consumidos ou comprometer a qualidade da alimentação por falta de recursos.
A evolução dos indicadores mostra uma queda contínua nos últimos anos. Entre 2021 e 2023, o percentual de brasileiros nessa situação era de 6,6%. No período seguinte, entre 2022 e 2024, o índice recuou para 3,4%. Já entre 2023 e 2025, chegou a 0,6%.
Os dados também mostram que 21,1% dos brasileiros ainda não tinham condições de arcar com uma alimentação saudável no período analisado.
Outro indicador apresentado pela FAO revela que o custo da dieta saudável no Brasil diminuiu. Em 2025, o valor ficou em US$ 4,89 por pessoa ao dia, considerando a Paridade do Poder de Compra (PPC). O resultado ficou abaixo da média da América do Sul, de US$ 4,94, e também da média da América Latina e Caribe, de US$ 4,91.
Para elaborar o estudo, a organização utiliza indicadores econômicos e sociais, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
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Cenário mundial
O SOFI 2026 também aponta melhora no cenário global. De acordo com a FAO, a fome no mundo diminuiu pelo terceiro ano consecutivo.
A estimativa é de que 7,8% da população mundial tenha enfrentado fome em 2025, o equivalente a cerca de 645 milhões de pessoas. Em 2024, o percentual era de 8,1%, enquanto, em 2022, havia alcançado 8,6%.
Apesar da redução, a organização destaca que os avanços ainda ocorrem de forma desigual entre os países e considera que o ritmo atual é insuficiente para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados à erradicação da fome até 2030.
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