PL aposta em puxadores de votos para ampliar força em Goiás
Legenda prepara candidaturas ao Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleia e projeta eleger cinco federais e quatro estaduais
Bruno Goulart
O Partido Liberal (PL) entra na reta final das convenções com a estratégia de disputar todos os espaços da eleição em Goiás. A legenda trabalha para apresentar chapas completas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa, além de lançar candidatos ao Governo do Estado e ao Senado. Com militância mobilizada, nomes conhecidos e a maior fatia do fundo eleitoral, o PL busca ampliar sua presença no Estado.
Pré-candidato a deputado estadual, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira, afirma que a estrutura partidária e a identificação dos filiados com as bandeiras da sigla serão importantes. “É um partido de ideais e que tem uma militância boa. Temos chapa completa para federal e estadual. Temos estruturação política partidária e militância”, diz ao O HOJE.
A projeção de Lissauer é de que o partido eleja quatro deputados estaduais e cinco federais. Para alcançar o resultado, a direção do PL aposta na combinação entre candidatos com grande potencial de votos e nomes com presença regional.
Nominata
Na disputa pela Câmara dos Deputados, os principais puxadores de votos são o ex-deputado estadual e vice-presidente do partido no Estado, Fred Rodrigues, e o vereador por Goiânia Major Vitor Hugo. A expectativa interna é de que os dois apareçam entre os mais votados e contribuam para que outros candidatos alcancem o quociente eleitoral.
Além deles, a deputada federal Magda Mofatto deve tentar a reeleição pelo PL. Com base eleitoral consolidada, sobretudo na Região Sul de Goiás, ela é vista como outro nome importante para fortalecer a nominata. O partido também investe em candidaturas de apelo popular, como a de Lucélia Rodrigues, que ganhou projeção nacional após ser resgatada de uma grave situação de maus-tratos na infância, em Goiânia.
Ao mesmo tempo, o PL organiza a chapa majoritária. Para o Governo de Goiás, o partido deve confirmar o senador e presidente estadual da sigla, Wilder Morais. A composição tem Ana Paula Rezende como vice. Filha do ex-governador Iris Rezende e da ex-deputada federal Íris Araújo, Ana Paula carrega um sobrenome historicamente ligado ao MDB e pode ajudar o PL a dialogar com um eleitorado além da direita.
Na corrida ao Senado, os nomes mais cotados são o do deputado federal Gustavo Gayer e o do vereador por Goiânia Oséias Varão.
Fundo eleitoral
Outro ponto central da preparação é o financiamento. O PL terá direito a R$ 881,7 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha em todo o País, o maior valor entre as legendas. O montante representa 17,77% dos cerca de R$ 4,96 bilhões disponíveis e mais do que triplica a parcela de R$ 268,1 milhões recebida pelo partido em 2022.
Apesar do volume nacional, ainda não está definido quanto será enviado para Goiás. Procurada pelo O HOJE, a assessoria do PL informou que os aportes aos Estados serão feitos pela direção nacional somente após as convenções. A distribuição dependerá da realidade de cada unidade da Federação.
Nos Estados em que o partido não tiver candidatura própria ao governo, a tendência é de que sejam feitos repasses menores. Em Goiás, onde o PL prepara uma chapa majoritária completa, a expectativa é de uma parcela maior. No entanto, o valor ainda será negociado e dependerá das prioridades nacionais. (Especial para O HOJE)
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.