Jovem de 17 anos é vítima de estupro coletivo com transmissão ao vivo pela internet
Adulto foi preso temporariamente e outros três investigados são adolescentes; vítima denunciou o crime após sofrer ameaças para permanecer em silêncio
Uma estagiária de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo praticado por quatro pessoas em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. O crime ocorreu na noite de 3 de junho, dentro da residência de um dos suspeitos, e parte da violência foi transmitida ao vivo pelo TikTok. As investigações apontam que a adolescente foi ameaçada após os abusos para não procurar a polícia. O único investigado maior de idade, Matheus Costa Silva, de 19 anos, foi preso temporariamente no último sábado (1º).
Segundo a investigação da Polícia Civil, a vítima estava com o grupo em uma praça, onde consumiram bebidas alcoólicas, antes de seguir para a casa de um dos envolvidos. No imóvel, ela manifestou expressamente que não consentia com qualquer relação sexual, mas, conforme o relatório policial, foi dominada pelos quatro suspeitos, que cometeram os abusos e ainda registraram as cenas por meio de um telefone celular. Entre os investigados estão um adulto e três adolescentes, incluindo um jovem de 16 anos.
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Durante o crime, um dos agressores iniciou uma transmissão ao vivo no TikTok com a legenda “Vamo vai ser daora”. O vídeo foi compartilhado mais de 28,5 mil vezes, recebeu cerca de 173 mil curtidas e registrou 1.677 interações, muitas delas com comentários de deboche direcionados à vítima. O áudio da gravação também captou a voz da adolescente e sons semelhantes a agressões, enquanto o responsável pela filmagem aparece fazendo comentários durante a transmissão.
Após os abusos, a jovem relatou ter sido intimidada pelos suspeitos, que a ameaçaram para impedir a denúncia, inclusive explorando o temor de uma possível gravidez decorrente da violência. Mesmo diante da pressão, ela compareceu à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra acompanhada da mãe em 11 de junho, registrou a ocorrência e reconheceu todos os envolvidos. O caso é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça.
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