Ciclone bomba deve se formar no Sul do Brasil nos próximos dias
Sistema de baixa pressão pode se intensificar rapidamente entre Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul a partir de quinta-feira; ventos podem superar 100 km/h no oceano e 60 km/h no litoral
Um sistema de baixa pressão acompanhado pelo Instituto Nacional de Meteorologia poderá dar origem a um ciclone extratropical intenso nos próximos dias. O fenômeno deve se desenvolver entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico, com os principais impactos previstos para a Região Sul.
As previsões apontam condições favoráveis para a ocorrência de uma ciclogênese explosiva, processo conhecido popularmente como ciclone bomba. O fenômeno acontece quando um sistema de baixa pressão ganha intensidade rapidamente em um curto intervalo.
Segundo o Inmet, a organização começa a partir das 9h de quinta-feira (6), com a formação de um cavado sobre o norte da Argentina e o Paraguai. Em seguida, o sistema deve evoluir para um centro de baixa pressão localizado entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, dando origem ao ciclone extratropical.
No Brasil, os efeitos mais significativos são esperados entre quinta-feira e sábado (8), sobretudo nos estados do Sul. A formação do ciclone favorecerá o avanço de uma frente fria, aumentando a possibilidade de chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo.
A maior intensidade dos ventos deve permanecer sobre o Oceano Atlântico. Próximo ao centro do ciclone, as rajadas poderão superar 100 km/h. Na faixa costeira, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a previsão indica ventos superiores a 60 km/h durante os dias em que o sistema estiver mais intenso.
Depois de se afastar em direção ao oceano, o ciclone dará lugar ao avanço de uma área de alta pressão. Esse movimento deverá favorecer a entrada de ar frio sobre o centro-sul do Brasil e provocar uma queda acentuada das temperaturas.
Os efeitos do resfriamento poderão alcançar também áreas do Centro-Oeste e do Sudeste nos dias posteriores à passagem do sistema. O Inmet continua acompanhando a evolução da baixa pressão e as condições para a possível formação do ciclone extratropical.
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