quarta-feira, 5 de agosto de 2026
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Lula diz que Brasil reagirá a interferência nas eleições

Presidente critica ações dos EUA, defende sistema eleitoral e afirma que país exigirá respeito nas relações diplomáticas

Eduardo Silvapor Eduardo Silva em 5 de agosto de 2026 às 13:37
Lula diz que Brasil reagirá a interferência nas eleições
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) que o Brasil está preparado para reagir a qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições presidenciais de outubro. A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, um dia após o governo brasileiro acusar oficialmente os Estados Unidos de tentar influenciar o processo eleitoral no país.

Ao comentar a crise diplomática com Washington, Lula voltou a condenar a decisão do governo de Donald Trump de revogar o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O presidente classificou a medida como “irresponsável” e afirmou que a justificativa apresentada pela Casa Branca, baseada na demora do Brasil em aprovar um novo embaixador americano, não se sustenta. Segundo ele, os Estados Unidos permaneceram mais de um ano sem enviar um representante diplomático ao Brasil.

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Lula também explicou que o governo optou por adiar a análise de novos embaixadores até a conclusão do processo eleitoral. O presidente defendeu ainda a negativa de visto aos funcionários do Departamento de Estado dos EUA Riley Barnes e Samuel Samson, afirmando que ambos pretendiam atuar no Brasil para questionar e fiscalizar o sistema eleitoral, decisão que, segundo ele, foi corretamente tomada pelo Itamaraty.

Durante a entrevista, o petista ironizou as críticas americanas às urnas eletrônicas brasileiras e afirmou que o modelo nacional poderia servir de exemplo aos Estados Unidos. Lula também comentou a possibilidade de integrantes do governo americano apoiarem seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e disse que isso não alteraria sua estratégia eleitoral, reiterando que o Brasil exigirá respeito à sua soberania e ao processo democrático.

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