Marconi anuncia Jacqueline Zaiden como vice e centraliza discurso em defesa do agro
Marconi concentrou a coletiva de imprensa na defesa do agronegócio, fez críticas à gestão estadual sobre a cobrança da taxa do agro e apresentou propostas voltadas ao setor
Produtora rural de Rio Verde, ex-presidente do Observatório de Rio Verde e integrante da Aprosoja, Jacqueline Zaiden foi anunciada nesta quinta-feira (6) como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB). A escolha, segundo o tucano, leva em consideração a representatividade do agronegócio, da região Sudoeste de Goiás e da participação feminina na política.
Ao apresentar a companheira de chapa, Marconi afirmou que a decisão foi construída após conversas com lideranças políticas, candidatos proporcionais e presidentes dos partidos aliados. Segundo ele, a experiência de Jacqueline no setor produtivo e sua atuação em entidades representativas já pesaram na definição. “O fato dela ser do agro, ser do Sudoeste, representar essas regiões produtivas e ser mulher pesou muito. Mais do que isso, é uma mulher qualificada, independente e que conhece profundamente o setor”, afirmou.
O ex-governador também destacou a trajetória política da família da candidata, filha do ex-deputado federal Iturival Nascimento e sobrinha do ex-prefeito de Rio Verde Hirão Nascimento, além de lembrar que Jacqueline preside o PSDB de Rio Verde há mais de dois anos e participou da articulação política do partido na região.
Zaiden diz que pretende levar a voz do agro para o governo
Em seu primeiro pronunciamento como candidata a vice-governadora, Jacqueline Zaiden afirmou que, embora tenha origem em uma família tradicional da política, sua atuação sempre esteve voltada às entidades classistas. Segundo ela, a entrada na política partidária representa uma oportunidade de ampliar a defesa dos interesses do agronegócio e da participação feminina nos espaços de decisão. “Eu decidi vir para a política partidária porque percebi que a gente tem que avançar. Espero realmente poder contribuir com meu Estado, com meu setor e representar as mulheres também”, declarou.
Agro domina coletiva e vira principal bandeira da chapa
O agronegócio foi o principal tema da entrevista coletiva e ocupou boa parte das respostas de Marconi Perillo e Jacqueline Zaiden. Questionada sobre as prioridades para o setor, Jacqueline afirmou que os produtores precisam, antes de tudo, de diálogo com o governo estadual. Ela citou como principais gargalos a deficiência na transmissão de energia elétrica, a falta de estruturas para armazenagem de grãos e problemas de infraestrutura rodoviária que dificultam o escoamento da produção.
“Precisamos de um governo que converse com a gente. Precisamos de energia elétrica, armazenagem e melhorar nossa infraestrutura viária. Esses são os nossos grandes gargalos”, disse. A candidata também voltou a criticar a criação da chamada taxa do agro. Segundo ela, o setor não foi ouvido antes da implantação da cobrança e, passados os primeiros anos, os produtores ainda não enxergam os resultados prometidos. “Nós sequer fomos recebidos pelo governo. O produtor continua sangrando e não viu resultado. Das obras prometidas com a taxa, poucas foram entregues”, afirmou.
Marconi reforçou o discurso e afirmou que o agronegócio enfrenta um dos momentos mais difíceis da história recente, citando a combinação entre juros elevados, aumento dos custos de produção, impactos das guerras internacionais sobre fertilizantes e combustíveis, queda do preço da soja e a cobrança da taxa estadual.
Segundo ele, um eventual governo do PSDB atuaria junto ao governo federal para defender uma nova securitização das dívidas dos produtores rurais e ampliaria investimentos em infraestrutura para o campo. “O agro vive uma química verdadeiramente explosiva. O próximo governador terá que liderar esse debate nacional para ajudar os produtores”, afirmou.
Como proposta para Goiás, o tucano afirmou que pretende buscar parcerias para ampliar a oferta de energia elétrica, fibra óptica e armazenagem no interior do Estado, além de garantir melhores condições para expansão da produção agrícola. Marconi também prometeu que, caso seja eleito, não haverá cobrança da taxa do agro. “Comigo e com a Jacqueline na vice, a chance de existir taxa do agro é zero”, declarou.
Segurança, educação e Senado
Além das propostas para o setor produtivo, Marconi defendeu a retomada de políticas voltadas à segurança pública, prometendo novos concursos, valorização das forças policiais e pagamento das datas-base que, segundo ele, permanecem pendentes. O tucano também criticou a atual gestão por mudanças nos critérios de promoção e pela falta de efetivo em parte dos municípios goianos.
Na área da educação, afirmou que pretende retomar o apoio estadual ao transporte escolar, especialmente para estudantes da zona rural, após ser questionado sobre casos de crianças que percorrem longas distâncias até a escola.
Questionado sobre a composição da chapa ao Senado, Marconi disse que as definições ainda dependem de diálogo com aliados e evitou antecipar nomes, afirmando que pretende concluir as conversas “o quanto antes”.
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