Goiás enfrenta calor intenso e umidade do ar em torno de 20%
Massa de ar seco mantém o tempo aberto e eleva as temperaturas em várias regiões do estado
Goiás terá uma segunda-feira (10) de sol, calor intenso e baixa umidade do ar. Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (CIMEHGO), uma forte massa de ar seco e quente atua sobre o Brasil Central e mantém o tempo estável em todo o estado.
Com a presença do sol durante praticamente todo o dia, as temperaturas sobem rapidamente. Em algumas regiões, os termômetros podem chegar a 38,2°C. Em Goiânia, a máxima prevista é de 35°C.
Durante a madrugada, o resfriamento radiativo provocou temperaturas mais baixas principalmente no Sul, Sudoeste e Leste de Goiás. Goiânia registrou mínima de 13,4°C na estação PEAMP, enquanto Alto Paraíso chegou a 16,1°C. Em Cristalina, a mínima foi de 17,1°C, e na sede de Goiânia, 17,5°C.
Já no Norte e Noroeste, o frio foi menos intenso. São Miguel do Araguaia marcou 19,8°C, enquanto Porangatu teve mínima de 20,7°C.
Calor aumenta durante a tarde
A combinação entre céu aberto e radiação solar direta favorece uma elevação rápida das temperaturas ao longo do dia. Por isso, o período da tarde será o mais quente.
Em Aragarças, na região Oeste, a previsão indica máxima de 38,2°C. Jataí pode chegar a 34,4°C. Na capital, os termômetros devem alcançar 35°C.
O contraste entre as temperaturas da madrugada e da tarde também provoca uma amplitude térmica superior a 15°C em várias áreas do estado. A mudança ocorre em poucas horas e exige atenção, especialmente em relação ao conforto térmico e às vias respiratórias.
O CIMEHGO recomenda evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação. O uso de proteção solar também é indicado.
Além disso, a orientação é manter a hidratação ao longo do dia e, quando necessário, utilizar métodos para aumentar a umidade dos ambientes.
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Umidade baixa aumenta risco de incêndios
A massa de ar seco também reduz significativamente a umidade relativa do ar. Conforme o CIMEHGO, os índices podem ficar em torno de 20% em Goiás nesta segunda-feira.
O cenário ocorre em um período de estiagem e sem previsão de chuvas expressivas para o estado. Dessa forma, a vegetação fica mais suscetível à propagação das chamas.
O risco de incêndios florestais é considerado elevado em 60 dos 246 municípios goianos, segundo o monitoramento. Entre as cidades estão Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Campos Belos, Catalão, Cavalcante, Cristalina, Goiás, Minaçu, Niquelândia, Pirenópolis, Porangatu, Posse, São Miguel do Araguaia, Uruaçu e Vila Propício.
Também aparecem na lista municípios como Alvorada do Norte, Amaralina, Araguapaz, Barro Alto, Bonópolis, Britânia, Campinaçu, Campinorte, Campos Verdes, Cocalzinho de Goiás, Colinas do Sul, Crixás, Damianópolis, Divinópolis de Goiás, Faina, Flores de Goiás, Formoso, Goianésia, Guarani de Goiás, Guarinos, Hidrolina, Iaciara, Itapaci, Mambaí, Mara Rosa, Matrinchã, Mimoso de Goiás, Monte Alegre de Goiás, Montividiu do Norte, Mozarlândia, Nova América, Nova Crixás, Nova Iguaçu de Goiás, Padre Bernardo, Pilar de Goiás, Planaltina, Rubiataba, Santa Cruz de Goiás, Santa Rita do Novo Destino, Santa Terezinha de Goiás, São Domingos, São João d’Aliança, Sítio d’Abadia, Trombas e Vila Boa.
Diante das condições meteorológicas, o CIMEHGO alerta para o risco de propagação rápida de incêndios. O uso do fogo deve ser evitado, especialmente em áreas de vegetação seca.
Estiagem exige atenção aos recursos hídricos
A ausência de chuvas expressivas também mantém a estiagem de inverno em Goiás. Por isso, o planejamento para o uso racional dos recursos hídricos deve continuar durante o período.
O monitoramento também considera os impactos sobre a agropecuária. Nesse cenário, o manejo de pastagens e do solo deve seguir os cronogramas de contingência estabelecidos para o período seco.
Em escala global, o boletim também aponta influência do fenômeno El Niño sobre o cenário climático. O monitoramento do El Niño 3.4 registra anomalia de +2,20°C na temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial, valor associado à categoria de intensidade forte a muito forte.
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