Quem é Lusimar, a “Menina do Ministério Etrom” presa após ofensas racistas no DF
Aos 55 anos, mulher ganhou notoriedade nas redes sociais por vídeos polêmicos e já esteve envolvida em ocorrências registradas em diferentes estados
Lusimar Augustinho da Silva, de 55 anos, conhecida nas redes sociais como “Menina do Ministério Etrom”, foi presa na tarde desta quinta-feira (13) após ser acusada de proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel na Asa Norte, em Brasília. Segundo relatos sobre o caso, ela teria gravado a situação e publicado o conteúdo nas redes sociais. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) encaminhou Lusimar e os demais envolvidos para a 5ª Delegacia de Polícia, na região central.
Natural de Montes Claros de Goiás, Lusimar nasceu em 7 de agosto de 1971 e passou parte da infância sob os cuidados dos avós em Goiânia. Ela ganhou popularidade na internet com vídeos gravados em locais públicos, nos quais aborda pessoas, faz acusações, grita e utiliza palavras ofensivas. As gravações passaram a circular amplamente nas redes sociais e também foram transformadas em memes. A personagem criada por ela se tornou conhecida entre usuários de diferentes plataformas.
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Ao longo dos anos, Lusimar também apareceu relacionada a diferentes ocorrências e processos nos estados de Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul. Entre os casos divulgados estão acusações envolvendo injúria racial, ameaça, difamação e perseguição. Relatos sobre sua trajetória indicam ainda que ela teria vivido em situação de rua e viajado por diferentes cidades brasileiras. Vídeos atribuídos a ela já foram registrados em locais como Brasília, São Paulo e Santos.
O chamado Ministério Etrom é apresentado pela própria Lusimar como uma espécie de movimento religioso. O nome seria formado pela palavra “morte” escrita ao contrário. Em seus conteúdos, ela aborda temas religiosos, teorias conspiratórias e uma suposta disputa contra os chamados “saymonistas”, além de mencionar personalidades conhecidas. Lusimar mantém perfis nas redes sociais e um blog, onde publica vídeos e textos. Com a popularização do conteúdo, passou a reunir seguidores e também a divulgar pedidos de doações por meio de Pix.
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