Economia do Chile não cresce no 2º trimestre e frustra projeções do mercado
Chile registra crescimento zero e enfrenta novos desafios na economia
A economia do Chile não registrou crescimento no segundo trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável entre abril e junho na comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (18).
O resultado ficou abaixo das expectativas de analistas. O mercado projetava crescimento de 0,3% no período.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a economia chilena apresentou retração de 0,2%. O resultado marca o primeiro desempenho trimestral desde que José Antonio Kast assumiu a Presidência do Chile, em março.
O desempenho ocorre em um momento de pressão sobre diferentes setores da economia. Além disso, o país enfrenta uma taxa de desemprego de 9,4%, a maior desde 2021, segundo os dados apresentados no levantamento.
Resultado do PIB muda as expectativas para o ano
O desempenho registrado entre abril e junho levou economistas a revisarem as projeções para o crescimento da economia chilena em 2026.
As expectativas passaram a apontar para uma expansão de aproximadamente 1% no ano. Antes disso, o mercado trabalhava com uma perspectiva mais elevada para a atividade econômica.

Além disso, fatores externos também afetam o cenário. A alta do petróleo provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã elevou os custos dos combustíveis.
No Chile, o governo havia adotado medidas para liberar os preços dos combustíveis. Com a valorização do petróleo no mercado internacional, a gasolina e outros derivados registraram aumento.
Segundo o texto de referência, o país registrou a maior alta nos preços desses produtos desde a década de 1980. O impacto atingiu principalmente o orçamento das famílias de classe média.
Desemprego e eventos climáticos pressionam atividade
Além dos preços dos combustíveis, o mercado de trabalho também representa um dos pontos de pressão sobre a economia chilena.
A taxa de desemprego chegou a 9,4%, maior nível desde 2021. O indicador ocorre em um período de desaceleração da atividade econômica.
Por outro lado, o país também enfrentou eventos climáticos extremos. Em julho, fortes chuvas provocaram mortes, fecharam escolas e interromperam atividades econômicas em diferentes regiões.
Dessa maneira, os efeitos dos eventos climáticos se somaram às dificuldades já enfrentadas pela economia.
O resultado do segundo trimestre também ocorre em meio às mudanças implementadas pelo governo de José Antonio Kast. Durante a campanha eleitoral, o presidente apresentou propostas voltadas ao crescimento econômico.
Kast aposta em cortes de impostos e investimentos
Diante do resultado, Kast afirmou recentemente que espera uma recuperação da economia a partir do fim de 2026.
Para isso, o governo conta com medidas aprovadas pelo Congresso chileno. Entre elas estão a redução de impostos para empresas e a criação de incentivos e garantias para estimular investimentos privados.

A estratégia busca ampliar a atividade econômica e aumentar os investimentos no país.
Entretanto, os resultados dessas medidas ainda não aparecem nos dados do segundo trimestre. O PIB permaneceu estável no período e recuou na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
O desempenho também chama atenção no contexto econômico da América do Sul. A Argentina, governada por Javier Milei, também registrou sinais recentes de desaceleração.
Em maio, a economia argentina caiu 0,2% em relação a abril. Foi o segundo mês consecutivo de retração. Na comparação com maio de 2025, o crescimento ficou em 0,2%, abaixo das projeções de 2,5% citadas no texto.
Assim, os resultados dos dois países mostram desempenhos econômicos abaixo das expectativas em períodos recentes. No Chile, o dado mais recente indica crescimento nulo no segundo trimestre. Na Argentina, os números mensais de maio apontaram duas retrações consecutivas.
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