Polícia mira grupo suspeito de desmanche de carros furtados em Goiânia
Polícia Civil cumpre sete mandados de busca e apreensão e investiga galpões, transportadora e lojas por receptação e desmanche de veículos
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Aleteia para desarticular um grupo suspeito de atuar no recebimento, armazenamento, desmanche e comercialização de peças retiradas de caminhonetes furtadas. A ação é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Goiânia.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As medidas foram realizadas em diferentes pontos da capital, incluindo dois galpões, uma transportadora e estabelecimentos comerciais investigados por possível envolvimento no esquema.
As diligências também chegaram à região da Vila Canaã, onde a polícia cumpriu mandados em duas lojas especializadas na venda de peças para caminhonetes. Um dos estabelecimentos pertence ao empresário apontado como locatário dos galpões investigados e que foi preso preventivamente. O segundo comércio seria de outro suspeito, investigado por adquirir peças provenientes do primeiro investigado. De acordo com a Polícia Civil, ele também é suspeito de participar do desmanche dos veículos.
Investigação começou em 2025
A operação é resultado de uma investigação iniciada em setembro do ano passado. Na ocasião, quatro homens foram presos sob suspeita de ocultar e manter em depósito peças de origem ilícita retiradas de veículos Toyota SW4.
Com o avanço das apurações, a DERFRVA identificou indícios de que os investigados mantinham uma atuação conjunta e recorrente na receptação, armazenamento e comercialização de componentes provenientes de veículos furtados.
Segundo a investigação, as peças não ficavam restritas aos locais utilizados pelo grupo. Parte do material teria sido repassada a outros comerciantes do setor, o que levou os policiais a ampliar o rastreamento da cadeia de circulação dos produtos.
Novas medidas
A partir das informações reunidas durante a investigação, a Polícia Civil representou à Justiça pela adoção de novas medidas cautelares. Entre elas estavam os mandados cumpridos no segundo estabelecimento comercial, apontado como possível comprador das peças de origem ilícita.
A operação busca reunir novos elementos sobre a atuação dos investigados, identificar a extensão da rede de receptação e esclarecer a participação de cada suspeito no esquema. As investigações continuam.
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