segunda-feira, 14 de setembro de 2026
declaração

Haddad defende investigação de suspeitas envolvendo Lulinha e ex-assessor de Lula

Candidato ao governo de São Paulo afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas independentemente de partido e citou investigação sobre suposto lobby

Eduardo Silvapor em
Haddad defende investigação de suspeitas envolvendo Lulinha e ex-assessor de Lula
Foto: Diogo Zacarias/MF

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, afirmou nesta quarta-feira (19) que eventuais suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, devem ser investigadas pelas autoridades. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pela CBN, O Globo e Valor Econômico. Segundo Haddad, a aplicação da lei deve ocorrer sem distinção política ou partidária.

Questionado sobre o histórico de denúncias de corrupção associado ao PT e sobre suspeitas de lobby envolvendo pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad afirmou que não cabe proteger integrantes de qualquer grupo. O petista disse que considera difícil impedir completamente a ação de pessoas interessadas em obter vantagens por meio do poder público, mas defendeu que eventuais irregularidades sejam apuradas e responsabilizadas.

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As declarações ocorrem após a divulgação de mensagens apreendidas pela Polícia Federal em investigações sobre suspeitas de fraudes no INSS. Segundo informações divulgadas no domingo (16), uma lobista próxima de Lulinha teria presenteado Marcola com joias de diamantes. Haddad afirmou ainda nunca ter presenciado Lula interferir em investigações para beneficiar aliados e comparou a situação com acusações de interferência política feitas contra o governo Jair Bolsonaro em 2020.

Durante a sabatina, Haddad também foi questionado sobre a prisão do vereador petista Senival Moura (SP). Ao responder, mencionou o ex-prefeito de Embu das Artes Ney Santos (Republicanos), citado em suspeitas de ligação com o PCC, e uma fotografia dele ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Haddad defendeu que a polícia tenha liberdade para investigar qualquer pessoa, mas ressaltou que as apurações devem ser baseadas em provas e seguir os procedimentos legais.

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