Ana Paula Rezende defende mutirões, habitação e maior presença em Goiás
Candidata a vice-governadora na chapa de Wilder Morais pretende levar ao governo uma política inspirada no legado de Iris Rezende e afirma que mulheres, educação profissionalizante e agro estarão entre as prioridades
Bruno Goulart
A candidata a vice-governadora de Goiás pelo PL, Ana Paula Rezende, que integra a chapa de Wilder Morais (PL), afirma que pretende levar para um eventual governo uma política baseada na proximidade com a população e inspirada no legado político de seu pai, o ex-governador Iris Rezende. Em entrevista aos jornalistas Wilson Silvestre e Bruno Costa, no programa Momento Político, do Grupo O HOJE, Ana Paula defende a retomada dos mutirões, a ampliação da política habitacional e uma atuação mais próxima do poder público nas comunidades.
Durante a entrevista, a candidata diz que os primeiros contatos com eleitores pelo interior do Estado têm sido marcados pela emoção. Segundo Ana Paula, a recepção da população reforça a percepção de que a trajetória de Iris Rezende ainda possui forte presença na memória dos goianos. “A forma com que eu sou recebida demonstra um reconhecimento à história daquele que lutou uma vida inteira para fazer a política verdadeira”, relata.
Para Ana Paula, o contato direto com a população também aumenta a responsabilidade de quem pretende ocupar um cargo público. A candidata diz defender um modelo de governo em que os políticos estejam próximos das pessoas e conheçam diretamente os problemas enfrentados pelas famílias. “Eu acho que as pessoas estão a merecer mais respeito do mundo político”, declara.
Mulheres e mães
Além do legado do pai, Ana Paula afirma que pretende incorporar à campanha e ao eventual governo uma agenda voltada às mulheres. A candidata destaca principalmente as mães que trabalham, empreendem, enfrentam dificuldades financeiras ou vivem situações de violência doméstica.
A participação feminina na chapa, segundo Ana Paula, é também um dos motivos apresentados por Wilder Morais para o convite. Ela afirma que recebeu a missão como uma responsabilidade de representar as mulheres e de dar continuidade ao trabalho desenvolvido por sua mãe, a ex-deputada federal Íris de Araújo.
Ana Paula lembra que, ainda criança, acompanhava a mãe em ações sociais e cita a atuação de Íris de Araújo na construção da Maternidade Dona Íris. “Minha mãe lutou muito pelas mulheres. Minha mãe tinha uma sensibilidade de representá-las. E essa responsabilidade passou para mim”, afirma.
A candidata também defende uma presença maior do Estado na vida das famílias. Para Ana Paula, políticas públicas direcionadas às mães acabam por ter reflexos sobre os filhos. “Você cuidando da mãe, você vai estar cuidando dos filhos, você vai estar cuidando do nosso futuro.”
Mutirões e casas
Na área de habitação, Ana Paula revela que apresentou dois pedidos a Wilder Morais antes de aceitar o convite para ser candidata a vice-governadora. O primeiro foi a retomada dos mutirões. O segundo, a criação de uma política para ampliar a oferta de casas.
A candidata relaciona os dois pontos à trajetória de Iris Rezende e afirma que os mutirões representavam, além da construção de obras, uma forma de aproximar o poder público da população. “Eu falo que o político precisa estar no meio delas. Ele precisa olhar no olho, precisa sentir o que ela precisa”, afirma. Na avaliação da candidata, a proximidade com as comunidades também contribui para uma relação diferente entre agentes públicos e população.
Sobre a habitação, Ana Paula afirma que uma casa própria representa mais do que uma estrutura física. “Uma casa traz dignidade. Uma casa transforma a vida de uma família”, declara.
“A gente precisa qualificar quem nós temos”, defende Ana Paula Rezende

A ideia, segundo a candidata, é formar trabalhadores para ocupar vagas nas próprias cidades e evitar que empresas tenham de buscar mão de obra especializada em outras regiões
Outro ponto abordado durante a entrevista foi a educação profissionalizante. Ana Paula afirma que Wilder Morais pretende estudar as características econômicas de cada região de Goiás para direcionar cursos de qualificação profissional às necessidades locais.
A ideia, segundo a candidata, é formar trabalhadores para ocupar vagas nas próprias cidades e evitar que empresas tenham de buscar mão de obra especializada em outras regiões. “A gente precisa qualificar quem nós temos”, afirma.
Agro e infraestrutura
A candidata também destaca o papel de Iris Rezende na expansão da infraestrutura de Goiás e afirma que o legado do ex-governador será utilizado como referência para as propostas de Wilder Morais ao setor agropecuário.
Ana Paula cita obras de infraestrutura, como a construção de rodovias e a expansão da rede de energia, além da criação do programa Fomentar. Na avaliação da candidata, essas medidas ajudaram a criar condições para o crescimento econômico do Estado.
Ao falar sobre o momento vivido pelo produtor rural, Ana Paula reconhece dificuldades relacionadas aos juros e ao endividamento. A candidata a vice-governadora pelo PL afirma que o setor precisa de apoio do poder público e diz que Wilder Morais pretende adotar uma política de incentivo à produção. “O Wilder tem meu pai como referência nesse setor. Ele fala: ‘Eu vou fazer igual seu pai fazia: cuidar dessas estradas, dar condições ao produtor’”, afirma.
Governo fora do gabinete
Ao final da entrevista, Ana Paula reforça a defesa de um governo mais próximo da população. A candidata critica o que considera uma inversão de prioridades na política e afirma que parte dos agentes públicos estaria mais preocupada com interesses próprios do que com as necessidades da população. “Nós temos que fazer um governo fora de gabinete, fora de palácio. O palácio tem que ser aberto para o povo entrar”, pontua. (Especial para O HOJE)
ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.