Quatro ferros-velhos são interditados por irregularidades em Aparecida de Goiânia
Fiscalização vistoriou cinco estabelecimentos no Cruzeiro do Sul e também verificou a procedência de fios, cabos e outros materiais diante da suspeita de receptação de produtos furtados
A falta de documentação necessária para o funcionamento levou à interdição de quatro estabelecimentos de reciclagem e ferros-velhos durante uma fiscalização realizada nesta quarta-feira (26), na região do Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia. A operação vistoriou cinco empresas e abordou 15 pessoas, além de verificar a origem dos materiais comercializados nos locais.
A ação reuniu equipes da Prefeitura de Aparecida de Goiânia e forças de segurança e teve como uma das principais frentes o combate à possível receptação de materiais furtados. Durante as fiscalizações, foram analisados documentos, licenças e as condições exigidas para o funcionamento das empresas.
Fiscalização encontra irregularidades
Dos cinco estabelecimentos vistoriados, quatro foram interditados por não possuírem alvará de funcionamento. A fiscalização foi realizada por equipes das secretarias municipais de Meio Ambiente e de Planejamento e Regulação Urbana, responsáveis pela análise da documentação e das exigências administrativas.
A Guarda Civil Municipal acompanhou os fiscais durante as abordagens e deu suporte à operação. Conforme a irregularidade identificada, os responsáveis pelos estabelecimentos estão sujeitos às medidas administrativas previstas na legislação municipal.
A operação foi organizada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), que reuniram diferentes órgãos para atuar de forma coordenada.
Origem dos materiais também foi investigada
Além da situação documental, os agentes verificaram os produtos encontrados nos estabelecimentos. A fiscalização deu atenção especial a fios e cabos de diferentes tipos, incluindo materiais de alta tensão e de telefonia, que podem ser alvo de furtos e posteriormente comercializados em pontos de reciclagem.
A preocupação das forças de segurança é evitar que empresas sejam utilizadas para receber ou revender produtos de origem criminosa. A verificação da procedência dos materiais faz parte da estratégia de combate à receptação.
O inspetor Rander José Rodrigues, da Guarda Civil Municipal de Aparecida, afirmou que a integração entre os órgãos permite ampliar o alcance da fiscalização e oferecer suporte às equipes que atuam diretamente nos estabelecimentos.
Para o subcomandante do 41º Batalhão da Polícia Militar, major Nadson Correia, a fiscalização também tem o objetivo de dificultar a utilização de ferros-velhos e recicladoras como pontos de comercialização de materiais furtados.
Segundo ele, a atuação conjunta entre as forças de segurança e os órgãos municipais permite verificar tanto a regularidade das empresas quanto possíveis situações relacionadas à receptação.
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