Haddad diz que “voto TarLula” é rejeição a Flávio Bolsonaro
Petista afirma que eleitores de Lula que apoiam Tarcísio em SP buscam uma alternativa ao candidato do PL à Presidência
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, interpretou como uma reação à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) o movimento de eleitores que pretendem votar em Lula para presidente e em Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador. O fenômeno, apelidado de “voto TarLula”, apareceu em pesquisa Quaest divulgada nesta semana. Para Haddad, o eleitor estaria tentando evitar a escolha do senador na disputa nacional.
A pesquisa apontou que 11% dos eleitores paulistas que declararam voto em Lula também manifestaram preferência por Tarcísio na eleição estadual. O levantamento passou a ser usado para identificar a combinação de votos entre os dois políticos. Haddad, porém, contestou a interpretação de que esse grupo estaria necessariamente buscando beneficiar o atual governador de São Paulo.
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Durante uma agenda de campanha na zona leste da capital paulista, Haddad afirmou que a rejeição a Flávio deveria ser vista como positiva por sua candidatura. Na avaliação do petista, mesmo que esse comportamento reduza seu desempenho na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o mais importante seria o eleitorado encontrar uma alternativa ao candidato do PL para a Presidência.
Haddad voltou a classificar Flávio como um risco institucional e fez críticas a episódios relacionados ao patrimônio e à trajetória política do senador. O candidato do PT citou as investigações sobre supostas “rachadinhas”, a compra de imóveis e a relação com o Banco Master, além de mencionar a aquisição de uma mansão e negócios envolvendo uma loja de chocolates. Flávio nega irregularidades e as acusações citadas por Haddad são objeto de disputas e investigações em diferentes contextos.
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