terça-feira, 3 de novembro de 2026
AUMIGO É AUMIGO!

Seu pet percebe quando você está mal? Entenda como ele ajuda nas emoções

Carinho, brincadeiras e passeios podem aliviar o estresse e quebrar o isolamento, mas adoção exige responsabilidade e planejamento financeiro

Bia Salespor em
Pesquisa revela que 80% dos tutores adotaram seus pets; veja os motivos
(Imagem: Freepik)

Depois de um dia difícil, um cachorro pedindo carinho ou um gato se aproximando pode mudar o clima da casa. Essa sensação não está ligada apenas ao afeto: o contato com animais pode estimular substâncias associadas ao bem-estar e ajudar o tutor a diminuir a tensão. Acariciar e brincar com um pet favorece a liberação de ocitocina e dopamina. A interação também pode contribuir para a redução do cortisol, hormônio relacionado ao estresse.

Na prática, o animal ajuda a interromper por alguns momentos o fluxo de preocupações. Em vez de permanecer preso ao que poderá acontecer ou ao que já passou, o tutor precisa voltar ao presente para alimentar, acariciar ou brincar com o companheiro.

O pet sabe que o tutor está triste?

Cães e gatos podem perceber mudanças no comportamento, na voz, na postura e na rotina das pessoas com quem convivem. Isso não significa que interpretem as emoções exatamente como um ser humano, mas eles conseguem reagir às alterações no ambiente. Alguns se aproximam, permanecem ao lado do tutor ou procuram contato físico. Outros podem se mostrar mais atentos ou seguir a pessoa pela casa.

A sensação de acolhimento está relacionada ao vínculo criado ao longo da convivência. O animal oferece companhia sem exigir explicações sobre aquilo que o tutor está sentindo.

Especialistas dizem que essa ausência de julgamentos e expectativas irreais é uma das forças da relação entre pessoas e animais de estimação. O acolhimento proporcionado pelo pet pode ajudar o tutor a se sentir mais seguro e menos sozinho.

Cuidar do animal ajuda a criar uma rotina

Mesmo nos dias em que a vontade é permanecer na cama, o pet precisa receber comida, água, higiene e atenção. O cachorro também pode necessitar de um passeio. Essas obrigações funcionam como pequenos compromissos capazes de ajudar o tutor a retomar uma rotina. Levantar, abrir a janela, preparar a alimentação e sair de casa são ações simples, mas podem ter importância em períodos de desânimo.

Isso não significa que o animal seja responsável por “curar” a depressão. Ele pode oferecer estímulo e companhia, mas o tratamento precisa ser conduzido por profissionais.

Também não é saudável colocar sobre o pet a responsabilidade total pelo bem-estar emocional do tutor.

Passear aproxima pessoas

O passeio beneficia o cachorro, que precisa se movimentar, explorar cheiros e entrar em contato com o ambiente. A atividade também pode ajudar o tutor. Sair de casa aumenta a exposição à luz natural, estimula o movimento físico e cria oportunidades para interações sociais. Uma conversa rápida com outro tutor ou um cumprimento ao vizinho pode diminuir a sensação de isolamento.

Para pessoas tímidas ou idosos, o animal pode facilitar o primeiro contato. O assunto começa pelo próprio cachorro e acontece de forma mais espontânea.

Quem possui gatos ou animais que não saem para passear também pode encontrar benefícios na rotina de brincadeiras e cuidados dentro de casa.

Adotar não é solução mágica

Os benefícios emocionais não devem ser usados como único motivo para levar um animal para casa. A adoção representa um compromisso que poderá durar muitos anos. O pet precisa de alimentação adequada, vacinas, consultas veterinárias, medicamentos, higiene e espaço compatível com suas necessidades. Tudo isso exige tempo e dinheiro.

Se a pessoa já estiver emocionalmente ou financeiramente sobrecarregada, a responsabilidade poderá aumentar a ansiedade. Antes de adotar, é necessário avaliar se existe disponibilidade real para cuidar do animal, inclusive durante viagens, mudanças, doenças ou dificuldades financeiras.

A escolha também deve considerar o perfil da família. Um cão com muita energia, por exemplo, poderá não se adaptar a uma rotina sem tempo para passeios e brincadeiras.

Quando procurar ajuda profissional

Especialistas reforçam que o pet não deve ser tratado como remédio. O animal pode oferecer conforto, companhia e incentivo, mas não substitui psicoterapia ou atendimento psiquiátrico. A mesma orientação vale para medicamentos: nenhuma prescrição deve ser interrompida por causa da melhora percebida na convivência com o pet.

Tristeza persistente, crises de ansiedade, isolamento intenso, alterações no sono e falta de interesse pelas atividades diárias precisam de avaliação profissional.

A relação será mais saudável quando existir troca: o animal ajuda o tutor emocionalmente, enquanto recebe cuidados, respeito e condições adequadas para viver bem.

Leia mais:

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:

Veja também

Obesidade já atinge 36% dos adultos acompanhados pelo SUS; número cresceu 259% em dez anos

saúde

Obesidade já atinge 36% dos adultos acompanhados pelo SUS; número cresceu 259% em dez anos

Dados do Ministério da Saúde mostram avanço da doença e expõem dificuldades no acesso ao tratam...
Enem 2026: saiba o que levar e quais itens são proibidos

EDUCAÇÃO

Enem 2026: saiba o que levar e quais itens são proibidos

Provas começam no próximo domingo (8); candidatos devem ficar atentos aos documentos, horários e ...
No Dia de Finados, fãs levam flores ao túmulo de Marília Mendonça em Goiânia

homenagens

No Dia de Finados, fãs levam flores ao túmulo de Marília Mendonça em Goiânia

Admiradores de diferentes idades visitaram o Cemitério Parque Memorial para homenagear a cantora, m...
O que significa, afinal, envelhecer com saúde? Programa da OMS vai além dos exames e monitora independência de idosos

saúde

O que significa, afinal, envelhecer com saúde? Programa da OMS vai além dos exames e monitora independência de idosos

Preservar a memória, a mobilidade e a independência ganha espaço em proposta da OMS estudada no B...
Marieta Severo completa 80 anos com seis décadas de teatro, vilãs inesquecíveis e uma carreira que atravessou a ditadura

Cultura

Marieta Severo completa 80 anos com seis décadas de teatro, vilãs inesquecíveis e uma carreira que atravessou a ditadura

Atriz estreou nas novelas em 1966 como serial killer que estrangulava vítimas e chegou a ser apedre...
Festival geek e gamer chega a Goiânia neste fim de semana; confira a programação completa

CULTURA

Festival geek e gamer chega a Goiânia neste fim de semana; confira a programação completa

Arena de jogos, presença de criadores digitais e competições de cosplay e K-pop valendo R$ 15 mil...
finados

FINADOS

Dia de Finados: conheça a história, a origem e as tradições do Dia 2 de Novembro

Celebrada em diferentes países, a data reúne homenagens, manifestações religiosas e costumes que...
horóscopo

ASTROS

Horóscopo de 2 de novembro: veja a previsão para os 12 signos

Lua Minguante em Leão movimenta emoções e relacionamentos; conjunção com Marte e Júpiter favor...