Pode aquecer comida do pet no micro-ondas?
Método é considerado seguro, mas tutor deve observar o recipiente, a temperatura e a conservação do alimento antes de servi-lo
A comida de cães e gatos pode ser aquecida no micro-ondas, desde que o tutor tome alguns cuidados. O principal risco não está na radiação utilizada pelo aparelho, mas no aquecimento desigual, que pode deixar partes da refeição muito quentes e provocar queimaduras no animal. O micro-ondas utiliza radiação eletromagnética não ionizante para movimentar principalmente as moléculas de água e produzir calor. Esse processo não torna o alimento radioativo.
Segundo especialistas, também não existem evidências de que o micro-ondas provoque perdas nutricionais maiores do que outros métodos convencionais de aquecimento.
Qualquer processo que utilize calor pode alterar determinados nutrientes. Vitaminas hidrossolúveis e sensíveis à temperatura, como vitamina C, tiamina e folato, apresentam maior suscetibilidade. Os minerais, por outro lado, são mais estáveis.
Como o micro-ondas utiliza pouco ou nenhum acréscimo de água e aquece a refeição rapidamente, a conservação de algumas vitaminas pode ser semelhante ou até superior à observada na fervura.
Quais alimentos podem ser aquecidos?
Alimentos úmidos, como sachês, patês e dietas comerciais frescas, podem ser levemente aquecidos, desde que as instruções do fabricante permitam o procedimento. O aquecimento moderado também libera aromas e pode deixar a comida mais atrativa. A estratégia pode ajudar gatos, cães idosos e animais que estejam apresentando redução do apetite.
Já a ração seca não precisa ser colocada no micro-ondas. Se a intenção for aumentar a umidade ou realçar o cheiro, o tutor pode acrescentar uma pequena quantidade de água morna.
Quando a refeição contém suplementos ou componentes com restrições de temperatura, devem prevalecer as orientações do fabricante ou do profissional responsável pela dieta.
Como evitar queimaduras
O micro-ondas não distribui o calor de maneira perfeitamente uniforme. Por isso, a superfície pode parecer morna enquanto o interior apresenta pontos muito quentes, conhecidos como hot spots. A recomendação é aquecer por períodos curtos, misturar bem a refeição e esperar alguns instantes antes de oferecê-la. A temperatura deve ser conferida em diferentes partes do alimento.
Comida excessivamente quente pode provocar queimaduras na boca e, dependendo da temperatura e da quantidade ingerida, também atingir o esôfago e outras regiões do trato gastrointestinal.
Para o aquecimento, devem ser utilizados recipientes de vidro resistentes ao calor ou de cerâmica própria para micro-ondas. Os potes de plástico só podem ser empregados quando apresentam indicação expressa do fabricante.
Embalagens de delivery, recipientes de margarina ou iogurte, bandejas de espuma e potes de melamina não são recomendados. Objetos metálicos, papel-alumínio e utensílios com detalhes metalizados também devem ficar fora do aparelho.
Aquecer não recupera alimento estragado
O micro-ondas não torna segura uma comida que foi armazenada incorretamente ou permaneceu fora da refrigeração por tempo inadequado. Odor alterado, mudanças de aparência ou dúvidas sobre a conservação são motivos para descartar a refeição.
Quando o objetivo é reaquecer completamente uma preparação já cozida por segurança microbiológica, a orientação é que o alimento alcance aproximadamente 74°C em toda a sua extensão. Depois disso, deve esfriar até atingir uma temperatura confortável antes de ser servido.
Na rotina, se a intenção for apenas retirar o excesso de frio de uma refeição conservada corretamente na geladeira, bastam poucos segundos, seguidos de mistura e conferência cuidadosa.
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