Marconi propõe reforço policial para combater feminicídios em Goiás
Candidato ao governo promete ampliar Patrulhas Maria da Penha, convocar policiais da reserva e aumentar número de delegacias especializadas diante da alta de 63% nos feminicídios no Estado
O candidato ao Governo de Goiás Marconi Perillo (PSDB) anunciou um pacote de medidas emergenciais para combater o feminicídio e reforçar a segurança das mulheres. A proposta inclui a convocação de policiais militares da reserva para voltar à ativa, com gratificação salarial, a ampliação do efetivo das Patrulhas Maria da Penha e a realização de concurso público nas primeiras semanas de um eventual novo governo. Segundo dados oficiais citados pelo candidato, Goiás registrou 49 vítimas de feminicídio nos primeiros sete meses de 2026, alta de 63% em relação ao mesmo período de 2025.
Marconi também propõe ampliar as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e integrar o trabalho das unidades com a Polícia Militar, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e o Ministério Público de Goiás (MPGO). O objetivo, segundo o candidato, é melhorar a fiscalização das medidas protetivas e evitar que mulheres continuem expostas mesmo depois de obterem proteção judicial. “Esses números são inaceitáveis. Não podemos cruzar os braços enquanto mulheres goianas perdem a vida de forma tão cruel”, afirmou. Entre os casos recentes citados está o da auxiliar de supermercado Maria Regina Costa, estuprada e assassinada em Nerópolis no dia 5 de setembro, após voltar de uma festa.
Entre as medidas anunciadas está ainda o reforço das Patrulhas Maria da Penha, criadas em 2015, durante o quarto mandato de Marconi. A proposta prevê aumento do efetivo, renovação da frota e capacitação das equipes responsáveis pelo acompanhamento de mulheres em situação de violência e pela fiscalização de medidas protetivas. O candidato também defende o retorno temporário de policiais militares da reserva como forma de ampliar o efetivo enquanto um novo concurso público não é concluído. “Nosso objetivo é ampliar o efetivo nos batalhões da Polícia Militar e, em especial, nas Patrulhas Maria da Penha”, disse.
Força-tarefa
Outro ponto do plano é a criação de uma força-tarefa com Judiciário e Ministério Público para enfrentar o descumprimento das medidas protetivas. Marconi reconheceu avanços do TJGO na análise dos pedidos, mas afirmou que o principal problema está depois da decisão judicial. Segundo o candidato, é preciso garantir que a proteção determinada pela Justiça chegue de fato às mulheres. “O grande desafio está na efetividade pós-concessão. Há estatísticas que apontam para o descumprimento de medidas e a ocorrência de feminicídios mesmo com protetivos ativos”, afirmou. Marconi também defendeu o uso de tecnologia e inteligência artificial para integrar informações entre Deams, Polícia Militar e Varas de Violência Doméstica.
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